terça, 10 de março de 2026
Publicado em 24 jan 2018 - 12:02:24
Da redação
Na madrugada do domingo, 21, o jovem Bruno Fortunado de Nadai, de 26 anos, morreu após ser baleado na avenida João Ramalho, em Marília/SP e se chocado contra uma bomba de posto de combustível, do outro lado da via pública. Bruno foi socorrido ao Hospital de Clínicas, onde faleceu por causa de hemorragia intestinal aguda.
Segundo investigações, enquanto Bruno recebia atendimento médico, o mototaxista Felipe Prizão Silva, de 23 anos, procurou por socorro médico no mesmo hospital, baleado no antebraço e coxa esquerdos, alegando que havia sido atingido acidentalmente ao passar pelo local dos disparos.
“Entretanto, através das diligências realizadas por esta delegacia, se apurou que Bruno e Felipe já possuíam divergências, ao que consta por causa de uma moça”, afirmou a DIG, o que levantou a suspeita de uma possível troca de tiros entre ambos.
Felipe foi liberado do HC no mesmo dia em que deu entrada e se apresentou na DIG no final da tarde da segunda-feira, 2, ao saber que estava sendo procurado pela Polícia Civil para esclarecimentos.
Ele confessou que realmente foi o autor dos disparos que resultaram na morte de Bruno, apresentou o revólver calibre 38 utilizado e alegou ter agido em legítima defesa, “afirmando que há cerca de dois meses estaria sendo ameaçado de morte por Bruno, o qual, inclusive, teria lhe exibido anteriormente um revólver, motivo pelo qual ele também passou a andar armado”, diz a DIG.
Felipe contou também que após sair de uma festa na região do Campus Universitário, onde também esteve Bruno, foi até um posto de combustível na zona Sul, mas como não localizou nenhum conhecido, voltou para casa com sua motocicleta.
Quando trafegava pela rua Doutor Manhães se surpreendeu ao perceber que Bruno havia emparelhado o Ford Escort ao lado direito de sua moto, sacado um revólver e contra ele efetuado disparos de arma de fogo.
Felipe alega que revidou a agressão dando alguns disparos contra Bruno, “sem perceber se o havia atingido”. A moto de Felipe foi abandonada porque ao menos um disparo atingiu seu motor. Um amigo foi chamado por ele após pedido de socorro e o levou até o HC, mas antes escondeu a arma utilizada.
De acordo com nota divulgada sobre o caso pela Polícia Civil “Embora tenha afirmado estar sendo ameaçado constantemente por Bruno, Felipe descartou que fosse em virtude de relacionamento de qualquer um deles com alguma moça, não sabendo explicar os motivos do desentendimento entre os dois”.
Familiares de Bruno confirmaram que ele realmente possuía um revólver e que estava armado na data dos fatos.
A defesa de Felipe apresentou uma mídia contendo filmagem (que estaria circulando na internet) em que, em outra ocasião, Bruno é visto exibindo um revólver, brincando de ameaçar uma garota não identificada, para que ela não saísse de casa.
Na data do tiroteio o revólver de Bruno não foi localizado, mas através de filmagens obtidas no posto em que houve a colisão com a bomba de combustível, e em outro estabelecimento nas proximidades, alguns rapazes são vistos correndo em direção ao Ford Escort.
As filmagens mostram que o automóvel tem a porta aberta e é revistado pelos indivíduos, que podem ter subtraído o revolver, “não havendo indícios de participação deles no homicídio, mas responderão por crime de furto, caso sejam identificados”, diz a DIG.
Foi instaurado inquérito policial para esclarecimento dos fatos e apuração da conduta de cada um dos envolvidos, inclusive, a confirmação ou não de ter Felipe agido em legítima defesa.
Por conta da apresentação espontânea de Felipe, a apresentação da arma de fogo por ele utilizada, e a alegação de legítima defesa, ele responderá ao inquérito policial, por ora, em liberdade.
Fonte: Portal Marília Notícias
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