quinta, 10 de setembro de 2026

DIG de Ourinhos prende suspeito de roubo milionário; Justiça determina bloqueio de mais de R$ 564 mil

Publicado em 10 set 2026 - 12:34:18

Investigação sobre assalto ocorrido em maio levou à identificação de suspeitos; três tiveram prisão temporária decretada e buscas foram autorizadas em três cidades

 

Da redação

 

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Ourinhos, prendeu na manhã desta quinta-feira (10), em Embu das Artes (SP), um dos investigados por roubo de grande vulto registrado no município no final do mês de maio, quando um casal foi feito refém.

 

 

A prisão é resultado do avanço das investigações conduzidas pela DIG. Em decisão proferida na terça-feira (8), o Juízo das Garantias da 3ª Região Administrativa Judiciária autorizou mandados de busca e apreensão em Embu das Artes, Taboão da Serra e Rancharia, além de decretar a prisão temporária, pelo prazo de 30 dias, de três investigados.

Segundo a Polícia Civil, a identificação de possíveis participantes do crime ocorreu a partir da análise de imagens de câmeras de segurança, sistemas de monitoramento e dados telemáticos obtidos durante a investigação.

Na operação desta quinta-feira, equipes da DIG de Ourinhos cumpriram uma das ordens de prisão em Embu das Artes. O homem preso é apontado pela investigação como possível integrante do grupo envolvido no roubo.

 

 

Também foram realizadas buscas no imóvel ligado ao investigado em busca de objetos, documentos e equipamentos eletrônicos que possam auxiliar no esclarecimento do crime.

A decisão judicial autorizou ainda a análise dos dados armazenados em aparelhos eletrônicos eventualmente apreendidos, incluindo mensagens, e-mails, imagens e outros arquivos considerados relevantes para a investigação.

 

Justiça bloqueia valores dos investigados – Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o bloqueio de valores e contas bancárias dos investigados até o limite de R$ 564.240, quantia correspondente ao prejuízo material apurado até o momento. A medida busca resguardar eventual reparação dos danos causados às vítimas.

As diligências continuam para o cumprimento das demais ordens judiciais e identificação de todos os envolvidos. Portanto, dois dos três investigados com prisão temporária decretada ainda são alvo das medidas em andamento, conforme as informações divulgadas até agora.

A Polícia Civil informou que novas informações poderão ser divulgadas à medida que não prejudiquem as investigações e ressaltou que os investigados têm assegurado o direito à presunção de inocência até eventual condenação definitiva.

 

Relembre o Caso – Segundo o registro policial, três homens armados e encapuzados invadiram uma residência por volta das 8h50 da manhã do domingo, 31/5, e renderam um morador de 63 anos, que tomava café da manhã.

De acordo com o boletim de ocorrência, dois dos criminosos estavam armados — um com uma pistola e outro com um revólver calibre .38. A vítima foi ameaçada e teve os pulsos e as pernas imobilizados com abraçadeiras plásticas.

Os assaltantes procuravam cofres, dinheiro e joias. Durante a ação, foram levados diversos objetos de valor, entre eles relógios Rolex, joias e peças de ouro, alianças, anéis, pulseiras, brincos, correntes, cerca de 20 óculos de sol, dinheiro e armas antigas de coleção.

Um pequeno cofre localizado no quarto do casal também foi aberto e teve objetos de valor retirados.

A esposa da vítima, de 57 anos, foi surpreendida no quarto, passou mal durante o assalto, chegou a desmaiar e precisou ser medicada.

Antes de fugir, o grupo trancou o casal em um quarto no andar superior da residência. O homem permaneceu amarrado e a mulher debilitada. As vítimas conseguiram acionar a polícia utilizando um celular que havia permanecido no quarto.

Imagens de monitoramento obtidas durante a investigação mostraram a utilização de um veículo branco, aparentemente um GM Prisma, para transportar os objetos roubados. Durante a fuga, o automóvel teria atingido o portão da garagem.

A Polícia Científica realizou perícia na residência e recolheu as abraçadeiras utilizadas para imobilizar as vítimas. O morador também foi encaminhado para exame de corpo de delito em razão das lesões provocadas pelas amarras.

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