terça, 10 de março de 2026

Diretor Técnico da UPA é afastado e divulga nota de esclarecimento

Publicado em 28 fev 2020 - 21:07:19

           

Divulgação foi feita na tarde desta sexta-feira, 28, pelas redes sociais

 

Marcília Estefani

 

Ainda nesta sexta-feira, 28, a PróVida, empresa que administra a UPA de Ourinhos, informou que abrirá sindicância interna para apuração dos fatos, e que de acordo com os resultados apurados pela mesma, as medidas cabíveis serão tomadas.

informou que a partir desta data, o Dr Jan Chryslen Silva da Costa, está afastado das funções de Coordenador Técnico da UPA, até que os fatos sejam esclarecidos.

Por sua vez, Dr Jan se manifestou através de nota nas redes sociais, se referindo ao áudio divulgado, ação que ele julga ter sido feita pela médica como uma medida de retaliação pela dispensa do trabalho, “uma vez que o diálogo foi publicado fora de contexto, com o intuito de provocar comoção pública e me difamar”.

Esclareceu que o áudio mostra sua intenção de resolver um problema recorrente na UPA, consistente na realização de internações desnecessárias, por determinados plantonistas, com o simples propósito de adiar a solução do caso e transferir a incumbência para o médico que assumisse o próximo plantão.

Que seu objetivo era a melhoria da prestação do serviço público, com a regularização da atuação da médica para quem o áudio foi destinado.

Leia a nota na íntegra:

“Em resposta ao áudio particular divulgado indevidamente, eu, Jan Chryslen Silva da Costa, venho, no exercício do direito previsto no art. 5°, V, da CF, informar o seguinte.
O conteúdo do áudio foi divulgado por uma médica que foi dispensada (em 18/2/2020) da UPA pela empresa que a administra. Provavelmente, a divulgação foi feita como como uma medida de retaliação pela dispensa do trabalho, uma vez que o diálogo foi publicado fora de contexto, com o intuito de provocar comoção pública e me difamar.
Sobre o teor do áudio, é necessário esclarecer que a minha intenção era resolver um problema recorrente na UPA, consistente na realização de internações desnecessárias, por determinados plantonistas, com o simples propósito de adiar a solução do caso e transferir a incumbência para o médico que assumisse o próximo plantão.
A adoção desse procedimento resulta na ocupação de leitos por pacientes que não necessitam de internação, em prejuízo de outros que enfrentam problemas mais graves e realmente precisam ficar internados, além de provocar o risco de que o paciente indevidamente internado seja acometido por algum tipo de infecção hospitalar com a qual não teria contato caso não tivesse sido internado indevidamente.
Dessa forma, a minha intenção ao enviar o áudio (em 9/2/2019) era evitar que os plantonistas fizessem internações indevidas e exigir que a equipe solucionasse, prontamente, os casos que não necessitassem de internação, o que evidentemente beneficia a população, diante do correto atendimento prestado.
As palavras que usei no áudio podem soar agressivas a pessoas que não são médicas, mas são termos comuns, entendidos perfeitamente por quem atua na área, os quais se referem a casos de grande gravidade. Assim, a energia e a franqueza empregadas no diálogo divulgado tiveram como objetivo a melhoria da prestação do serviço público, com a regularização da atuação da médica para quem o áudio foi destinado. Essa foi a minha real intenção, que foi muito bem compreendida tanto pela médica que recebeu o áudio, como pela equipe técnica, que teve contato com ele após a divulgação indevida, e conhece os problemas da área.

JAN CHRYSLEN SILVA DA COSTA

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