sexta, 24 de maio de 2024

Falta de iluminação compromete segurança no pátio ferroviário

José Luiz Martins

Com mais de 40 mil metros quadrados, a extensa área do pátio ferroviário há tempos está praticamente às abandonada. O cenário tem favorecido a várias outras ocorrências envolvendo a marginalidade. Em vários pontos o local tem servido para o consumo de entorpecentes, prostituição e rota de fuga para ladrões e assaltantes. As sete torres de iluminação do local estão todas fora de funcionamento comprometendo a segurança durante a noite.

Embora o local esteja parcialmente protegido por alambrado, a cerca não impede que a área seja invadida deixando o pátio ferroviário vulnerável em termos de segurança, afinal o local contém grande quantidade de produtos altamente inflamáveis.

No último dia 10 de agosto um princípio de incêndio em uma área do pátio da ferrovia ALL próximo à área central da cidade, no início da Avenida Jacinto Sá e rua José Bonifácio foi debelado pelo Corpo de Bombeiros. Não fosse pelo local a ocorrência poderia ser classificada como rotineira nesses tempos de estiagem, quando terrenos baldios e outras áreas sofrem com fogo ateado causando transtornos e perigo. 

Nesse caso, supostamente o fogo iniciou-se pela ação de vândalos que entraram no pátio da ferrovia e atearam fogo no mato seco que acabou atingindo uma pilha de dormentes. A ação dos bombeiros evitou que o fogo se alastrasse pela vegetação seca com o vento atingindo um lava carros nas proximidades e pela área do pátio ferroviário.

O que chama atenção é o fato de que o pátio da ferrovia é ocupado por dezenas de vagões carregados com álcool, gasolina e diesel que chegam dos ramais da ALL e aguardam envio para os estados do sul. Ourinhos é um dos principais centros coletores de etanol da América Latina por via ferroviária, onde chegam e partem quase que diariamente composições carregadas com milhões de litros de combustíveis e grande quantidade de matéria-prima para adubo.

A reportagem do NovoNegocião reportou os fatos à assessoria do Presidente da Defesa Civil no município, José Luiz Quenca, que preferiu não se pronunciar a respeito apenas recomendando que procurássemos a empresa ferroviária. Já a administração do escritório da ALL em Ourinhos informou a reportagem que qualquer tratativa sobre o assunto deve ser encaminhada ao escritório da empresa em Maringá. Foi feito contato via telefone e e-mail com a chefia da empresa, mas até o fechamento desta edição não houve qualquer resposta.

 

 

© 1990 - 2023 Jornal Negocião - Seu melhor conteúdo. Todos os direitos reservados.