quinta, 23 de maio de 2024

Gasolina e etanol chegam aos menores preços do ano em Ourinhos

Embora mais baratos, quem pretende economizar na hora de abastecer o veículo, precisa pesquisar, pois há variações substanciais de preços de um posto a outro

 

José Luiz Martins

 

Acostumados a reajustes consecutivos nos últimos 3 anos, consumidores por todo país experimentam a baixa nos preços dos combustíveis iniciada há pouco mais de dois meses após desoneração implementada pelo governo federal.

Embora mais baratos, quem pretende economizar na hora de abastecer o veículo, precisa pesquisar, pois há variações substanciais de preços de um posto a outro que passam de 0,50 centavos, tanto no etanol quanto na gasolina.

 

GASOLINA – A gasolina que chegou a registrar preço maior que R$ 8,00 em maio, hoje está abaixo dos R$ 5,00 em alguns postos de Ourinhos. Na última semana de junho, o litro da gasolina atingiu os R$ 7,00, o preço médio verificado na cidade na última semana de agosto ficou entre R$ 5,42 e R$ 4,79.

Segundo cálculo da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) o preço da gasolina no Brasil está 8% mais caro em relação ao mercado internacional, A diferença corresponde a 27 centavos por litro dando margem para mais reduções nas bombas.

 

 

O cálculo se comprova, pois a Petrobrás anunciou na quinta-feira (01), mais uma redução no preço da gasolina. A partir desta sexta-feira (02), o custo do combustível para as distribuidoras baixou R$ 0,25, passará de R$ 3,53 para R$ 3,28. Nos postos a queda deve ser de aproximadamente R$ 0,18 por litro, os consumidores ourinhenses deverão perceber a redução nas bombas de alguns estabelecimentos da cidade já entre sábado e 2ª feira.

 

ETANOL – Já o preço do litro de etanol vem registrando queda no preço desde meados de junho. Os motoristas ourinhenses chegaram a pagar R$ 5,39 no mês passado, desde então houve quedas acentuadas. Hoje o etanol está sendo comercializado na cidade com preços variando entre R$ 3,59 e R$ 3,2.

Nas usinas, o preço do etanol também continua em queda. Na última semana apurada pelo Cepea/Esalq, o indicador para o etanol hidratado vendido pelas usinas de São Paulo sofreu redução de 8,47%, está sendo comercializado a R$ 2,9096 o litro, o menor valor para o biocombustível desde a segunda semana de abril.

 

DIESEL – O óleo diesel de acordo o último boletim da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) registrou queda do preço pela terceira semana consecutiva, o litro do combustível está com o custo médio de R$ 6,93 em todo o Brasil. Em Ourinhos o preço do óleo combustível pode ser encontrado com preços variando entre R$ 7,33 e R$ 6,76.

 

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Afinal, o que está por trás das repentinas baixas no preço dos combustíveis?

A queda contingencial e temporária de preços do litro da gasolina, do etanol e até do diesel ocorrendo quase que semanalmente, tem despertado a desconfiança que a baixa dos preços dure somente até outubro quando o país já terá escolhido o próximo presidente da república.

As reduções de valores anunciadas nas placas exibidas nos postos, às vésperas da eleição presidencial, têm sido usadas por Bolsonaro como um trunfo para tentar aumentar a sua popularidade em busca da reeleição.

Críticos da política de combustíveis internacionalizada veem a movimentação dos preços como enganação do atual governo que usa da queda forçada dos valores ao consumidor como uma “solução eleitoreira”. O governo não promove mudanças estruturais na política de preços, como atrelar o mercado interno ao real em vez do dólar.

As constantes quedas vieram com a tributação menor com a redução nos preços ocorrendo após governo limitar teto de 18% para o ICMS (antes era 25%) nos estados sobre os combustíveis e baixas de preço pela Petrobras nas distribuidoras.

Também por conta da desoneração de tributos que tornou os combustíveis isentos de impostos federais, como a Cide e o Pis Confins; e a queda de cerca de 23% na cotação do barril do petróleo já que a política de definição de preços da Petrobras tem por base a cotação internacional.

Porém, especialistas avaliam que a redução forçada no preço irá causar um prejuízo bilionário para o governo federal neste ano de cerca de R$ 50 bilhões para manter os preços menores ao consumidor.

O Ministério da Economia terá ressarcir os estados pela redução da arrecadação do ICMS dos combustíveis e da energia elétrica. O rombo no PIS/Cofins é estimado em R$ 33 bilhões, as compensações aos estados giram ao redor de R$ 20 bilhões.

Os valores dos tributos extraviados do ICMS dos estados foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF) que obrigou a União a devolver os valores a sete estados que entraram com recursos.  Maranhão, Acre São Paulo, Alagoas, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Piauí.

 

 

 

 

 

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