quarta, 12 de junho de 2024

Indústria e comércio se unem contra volta de imposto

Da redação

Entidades representativas dos setores comercial e industrial estão lutando juntas para tentar barrar no Senado o projeto que conclui as medidas do ajuste fiscal. Nesta segunda-feira, dia 06, empresários estiveram reunidos na sede da Federação das Indústrias do estado de São Paulo (Fiesp) para discutir estratégias de atuação para acabar com o projeto de lei que revisa a desoneração da folha de pagamentos.

Hoje, empresas de 56 setores da economia contam com a folha de pagamentos desonerada dos 20% da contribuição previdenciária. As companhias pagam apenas uma alíquota de 1% ou 2% (dependendo do segmento empresarial) à Previdência, que incide sobre o faturamento.

O projeto do governo, aprovado na Câmara, eleva essas alíquotas a 2,5% e 4,5%, respectivamente. Na prática, esse aumento – quando entrar em vigor – deve fazer as empresas voltarem a recolher o imposto sobre a folha de pagamentos, o que aumentará a arrecadação da Receita Federal. Apenas um pequeno grupo de setores conseguiu negociar na Câmara uma elevação mais suave, dessas alíquotas.

De acordo com o diretor titular regional da Fiesp e vice-presidente da Associação Comercial e Empresarial de Ourinhos, Robson Martuchi, “o aumento de impostos sobre a folha de pagamento poderá estimular demissões de muitos funcionários, pois com a queda nas vendas e aumento de impostos não restará outra alternativa aos patrões. Isso, consequentemente, desacelerará ainda mais a economia que já está debilitada”.

Martuchi explica que as empresas vão lutar para que o projeto seja totalmente alterado no Senado ou, ao menos, para que o aumento seja mais suave e geral para todos os setores e não apenas para alguns poucos.

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