domingo, 19 de maio de 2024

Infarto e AVC: riscos de doenças aumentam no inverno

Normalmente com a chegada do inverno nos preocupamos bastante com as doenças respiratórias que se agravam nesta época do ano, principalmente agora com a incidência do vírus H1N1. O frio, no entanto, pode estar associado a outros problemas de saúde que também podem ser fatais, como infarto e AVC.

Estudos apontam que a temperatura baixa interfere na medida em que provoca a constrição dos vasos sanguíneos e, consequentemente, o aumento da pressão arterial, chegando a aumentar o risco de infarto em até 30% e de AVC isquêmico, em 20%.

Matéria publicada na revista Exame indica que o aumento das infecções respiratórias que ocorrem na época do inverno é um dos sintomas que contribuem para isso. Gripes e resfriados provocam uma sobrecarga no sistema circulatório e o coração tem que trabalhar mais, bombear mais sangue para atender às necessidades do corpo.

O frio provoca ainda um fenômeno chamado vasoconstrição, onde os vasos ficam contraídos para impedir a perda do calor. Por isso, é comum as mãos e a ponta do nariz das pessoas ficarem geladas, porque os vasos contraem para manter o sangue circulando na parte central do corpo para que não haja perda de calor. Essa vasoconstrição sobrecarrega o coração que passa a trabalhar com mais força para atender às necessidades cardíacas.

Outro problema é que no inverno as pessoas geralmente fazem uma alimentação mais pesada, com excedente de álcool e ingerem pouco líquido. Os cardiologistas recomendam que as pessoas mantenham-se mais agasalhadas e consumam bebidas mais quentes como chá ou até um achocolatado. Para uma pessoa saudável, uma dose de taça de vinho tinto (120ml) diariamente é benéfico para o coração.

Para evitar o excesso de peso que não faz bem na estação mais fria do ano, o ideal é substituir os alimentos muito calóricos por versões mais light. Como no inverno não mantemos o consumo regular de saladas, substituí-las por sopas, principalmente de legumes, o óleo vegetal por azeite que é antioxidante, diminuir ao máximo o consumo de carboidratos após as 18hrs também é uma ótima dica e ingerir ao menos 2 lt de água por dia.

É importante manter a prática de atividade física para manter o corpo aquecido, ao menos 30 minutos diários ou três vezes de 50 minutos. A atividade física vai manter o corpo aquecido e fazer com que a pessoa tenha menos necessidade de comer para se esquentar. Logo depois de praticar exercícios físicos, o organismo libera substâncias que garantem a saciedade por cerca de 40 minutos.

O controle rigoroso da pressão arterial, evitar o tabagismo, controlar a glicose, o colesterol são a base de uma saúde adequada. Metade das pessoas que morrem de causa súbita do coração tem colesterol alto e não sabia, por isso é tão importante manter os exames sempre em dia.

Outra recomendação direcionada à população mais idosa, acima de 60 anos, é a vacinação contra a gripe no período que antecede o inverno, que protege não só das infecções respiratórias, como de complicações como a pneumonia.

 Como identificar o infarto em mulheres

Diferente do que acontece com os homens, a dor no peito não é o principal sintoma para identificar um infarto em mulheres. É muito comum sentirem fadiga intensa, dor de estômago, náuseas, dor nas costas e até no queixo. Qualquer um desses sintomas, por mais de 20 minutos deve ser investigado imediatamente em um pronto socorro, principalmente, se acompanhado de quadros como vômitos, suor frio, fraqueza intensa, palpitações e falta de ar. A mulher, por ser mais resistente à dor, tende a esperar mais tempo para procurar ajuda e, no caso do infarto, o atendimento imediato faz toda diferença.

 Sintomas de AVC

 

Estudos concluíram que as mulheres têm 42% mais chances do que os homens de apresentar, pelo menos, um sintoma não tradicional. A alteração do estado mental (desorientação, confusão ou perda de consciência), foi o sintoma mais comum, afetando 23% das mulheres e 15% dos homens. Outros sintomas são: dor na face ou metade do corpo, cefaleias, sintomas neurológicos (náuseas, soluços, fraqueza), dor no peito, palpitações, falta de ar, dormência ou paralisia em um lado do corpo, problemas de fala e compreensão, visão dupla ou outros problemas visuais, problemas de coordenação, vertigens.

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