quarta, 12 de junho de 2024

Ipaussu: A Flor do Vale faz 101 anos no próximo dia 20

Alexandre Q. Mansinho

Quando os pioneiros chegaram onde hoje é o município de Ipaussu, pensaram eles estar em uma ilha, de tão grande que era a abundância de rios que cortavam aquelas terras – por isso o nome Ipaussu, do tupi “ilha grande”. Hoje, com 101 anos, a cidade conhecida como “A Flor do Vale”, tem muito o que comemorar. O IDH-M da educação em Ipaussu é de 0,860 – índice considerado alto por organismos internacionais. De fato, a educação no município é algo digno de nota: há duas escolas técnicas, há uma rede municipal de sucesso e, mesmo sendo um município pequeno, há até uma faculdade de engenharia elétrica. “O sucesso na educação municipal em Ipaussu se deve a vários motivos: há uma gestão preocupada com a qualidade do ensino, há professores dedicados e, o mais importante de tudo, os pais dos estudantes são presentes no cotidiano da escola – o índice de comparecimento às reuniões é superior a 90%”, diz a Profa. Marlene Conceição Anversa Pereira, secretária de educação da cidade.

O reportagem do Novo Negocião pediu à Profa. Erlane Rodrigues, diretora da Escola Amador Bueno,  que perguntasse a alguns dos alunos de sua escola o que eles mais gostavam na cidade – o resultado foi um grande número de verdadeiras declarações de amor: “gosto muito do campeonato de Tunning”, “amo o Lago Municipal”, “Adoro o Paredão do Rock”, “o que eu mais amo é a pista de skate”; ou seja, é o viés turístico da cidade e sua vocação cultural eclética traz orgulho aos jovens ipaussuenses. No entanto, a mesma população que elogia e demonstra seu amor pela cidade também faz críticas: “o tráfico de drogas é um problema endêmico em nossa região, infelizmente temos muitos jovens que perdem suas vidas para o tráfico e para o vício”, diz um morador de Ipaussu que não quis seu nome divulgado.

 

Geraldo Peres Generoso, filósofo e escritor acolhido por Ipaussu ainda na infância, afirma que o povo ipaussuense tem uma vocação para ser hospitaleiro, aliás o acolhimento do povo é algo que chama a atenção de todos que a visitam. Para Geraldo Generoso “o cultivo do café, num crescendo verde sobre as terras férteis, fazia germinar novidades” e que, dentre essas “novidades” estavam os povos oriundos de todos os lugares – fato que construiu a identidade miscigenada da população e garantiu essa característica de povo acolhedor. 

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