terça, 10 de março de 2026

Jacarezinhense que matou a namorada em Camboriú se entregou e permanece preso

Publicado em 04 abr 2019 - 02:52:16

           

Marcília Estefani

Por volta das 19h de ontem, quarta-feira, 3, o advogado jacarezinhense Paulo de Carvalho Souza, 42 anos, homicida confesso da namorada Lucimara Stasiak, 30 anos, se entregou à polícia, depois de 24 horas de negociações.

De acordo com informações divulgadas pela polícia catarinense, Paulo matou a namorada a facadas e permaneceu com o corpo no apartamento desde quinta (28). Os vizinhos disseram que neste dia o casal teve uma discussão e depois disso ela não foi mais vista e nem visualizou os aplicativos de seu celular.

Na terça-feira, 2, Paulo foi flagrado entrando no edifício com muito gelo e então a polícia foi comunicada de que algo errado poderia ter acontecido. No local, o suspeito não abriu a porta e momentos depois foi para a varanda do prédio, de onde passou a fazer ameaças de se jogar. Ele confessou ter matado a namorada.

Em carta entregue à polícia, o rapaz afirmou que sofre de surtos psicóticos desde a infância, e que desde o carnaval deste ano vem sofrendo alucinações frequentes, que enxerga uma criatura no corpo do filho, o que fez com que ele se afastasse da criança. Além disso, Paulo disse que viu uma aranha gigante em casa e a “esfaqueou sem dó”, quando retomou a consciência, percebeu que a aranha era a namorada. 

A informação de que a Polícia Civil arbitrou fiança de R$ 50 mil para o acusado provocou indignação nas redes sociais. Segundo o delegado responsável pelo caso, Ícaro Freitas, não houve prisão em flagrante pelo homicídio, que ocorreu na quinta-feira (28), porém houve flagrante por ocultação de cadáver.

“A pena máxima por ocultação de cadáver é 3 anos. Para crimes até 4 anos tenho que arbitrar fiança, de acordo com o código de processo penal” – afirmou o delegado.

A fiança não foi paga e Paulo foi encaminhado ao presídio. Enquanto isso, a polícia apresentou à Justiça um pedido de prisão preventiva pelo assassinato. Duas horas depois, foi deferido – o que significa que o advogado permanecerá detido.

Um inquérito foi instaurado para seguir apurando o crime. Na madrugada desta quinta-feira, 4, foi emitida uma declaração de óbito, que permite ao Instituto Médico Legal (IML) liberar o corpo para a família. O laudo definitivo, com a causa da morte, deve sair nos próximos dias. O corpo tinha diversas marcas de facadas.

Lucimara Stasiak também era advogada e atuava na cidade de Florianópolis. Ela será cremada em Balneário Camboriú. Depois, as cinzas seguirão para o crematório de Blumenau, onde terá uma homenagem organizada pela OAB.

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