segunda, 9 de março de 2026
Publicado em 24 set 2024 - 07:21:38
Roberto Franceschetti é o principal suspeito de ter matado a funcionária Cláudia Regina Lobo em Bauru (SP). Defesa disse que analisa fazer um novo pedido de revisão da prisão preventiva dele, desta vez ao Superior Tribunal de Justiça.
Por g1 Bauru e Marília
O Tribunal de Justiça do Estado de SP (TJ-SP) negou o pedido de habeas corpus do presidente da Apae de Bauru (SP), Roberto Franceschetti Filho, suspeito de matar Claudia Regina Lobo, secretária-executiva da entidade.
A informação foi confirmada ao g1 pela defesa do suspeito, que disse, ainda, que analisa solicitar um novo pedido, desta vez ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Roberto está preso desde o dia 15 de agosto e é apontado como o principal suspeito de envolvimento no desaparecimento e assassinato de Cláudia.
No dia 13 de setembro, a Justiça acatou o pedido do delegado Cledson Nascimento para a renovação da prisão temporária de Roberto, que permanece no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Bauru.
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Rumo das investigações
Antes de ser investigado como principal suspeito do crime, Roberto tentou guiar as investigações para um possível familiar de Cláudia que foi preso por tráfico. Ele afirmou que a secretária estava arcando com dívidas do familiar.
Durante as investigações, a coordenadora financeira da Apae explicou que Roberto liberava “adiantamentos” (que eram lançados como pagamentos para fornecedores) diretamente para Cláudia.
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O computador da vítima foi periciado. Nele foram encontradas planilhas de contabilidade pessoal de Cláudia, com indicações de inconsistências financeiras, inclusive com valores em aberto em relação a Roberto.
“Diante disso, em diligências visando à coleta de material genético da desaparecida, apreendemos também o seu notebook, além da quantia de R$ 10 mil em espécie que havia sido deixada por Claudia na casa da filha”, consta no documento que relata a cronologia das investigações.
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A investigação concluiu, ainda, que havia uma disputa de poder entre o ex-presidente da Apae e a secretária executiva. Segundo o delegado, o Roberto seria, na verdade, subordinado a Cláudia. Supostamente ela o teria colocado na presidência e ele quis se desvencilhar dela.
A Polícia Civil confirmou que a funcionária da Apae de Bauru foi assassinada. As investigações indicam que Cláudia foi morta por um tiro, disparado por Roberto, no carro da entidade, antes de o veículo ser abandonado na região do bairro Vila Dutra.
Imagens de uma câmera de segurança mostram o presidente saindo do banco de passageiro e assumindo o volante, enquanto Cláudia vai para o banco traseiro. O carro permaneceu estacionado por três minutos, momento em que, segundo a polícia, Roberto disparou contra Cláudia.
No dia do crime, Dilomar assumiu o veículo que Cláudia dirigia e o abandonou na região da Vila Dutra, de onde ele e Roberto partiram em outro veículo da instituição.
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Buscas por Cláudia
Em coletiva à imprensa, a Apae confirmou que a área rural onde foram feitas buscas foi utilizada algumas vezes para descarte de material da Apae, inclusive no dia em que Claudia desapareceu, mas que isso só foi descoberto após uma sindicância interna. Também disse que os descartes acontecem exclusivamente nos ecopontos da cidade.
Durante as mesmas buscas, a polícia encontrou os óculos da funcionária, objeto que foi reconhecido por parentes dela.
O exame balístico confirmou que um estojo de pistola calibre 380 encontrado dentro do veículo no qual a funcionária da Apae de Bauru foi vista pela última vez foi disparado pela arma apreendida na residência do ex-presidente da associação.
Mais de uma semana depois do desaparecimento de Claudia, um sinal de celular confirmou que Roberto esteve no local onde o carro da entidade usado por ela foi encontrado.
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Oficiais da 3ª Delegacia de Homicídios de Bauru analisaram imagens de câmeras de segurança que mostram a vítima ao volante do veículo que dirigia quando foi vista pela última vez.
O documento também menciona que o histórico de chamadas do celular de Roberto teve movimentações na rodovia SP-321, que liga Bauru a Arealva (SP), e no local onde o veículo foi encontrado, no dia seguinte ao desaparecimento.
Imagens de uma câmera de segurança, divulgadas pela Polícia Civil, mostram também o veículo que a funcionária da Apae dirigia circulando próximo ao local onde ele foi encontrado, no dia seguinte.
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