quarta, 10 de junho de 2026
Publicado em 10 jun 2026 - 18:37:44
O crime teve início através de uma ligação de um número desconhecido, durante a qual o interlocutor afirmou ser representante da plataforma de pagamentos.
Da redação
Um morador de Ourinhos registrou boletim de ocorrência após ser vítima de um golpe aplicado por telefone, no qual criminosos se passaram por funcionários do aplicativo Mercado Pago e o convenceram a realizar procedimentos em seu celular sob o pretexto de cancelar uma suposta compra e efetuar um reembolso.
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima recebeu uma ligação de um número desconhecido, durante a qual o interlocutor afirmou ser representante da plataforma de pagamentos.
O suposto atendente informou que seria necessário realizar algumas etapas para cancelar uma compra e devolver valores, orientando a vítima a acessar funções do aparelho celular, validar códigos de barras e até compartilhar a tela do dispositivo.
Acreditando tratar-se de um procedimento legítimo, a vítima seguiu as instruções. Posteriormente, constatou um pagamento de R$ 998,98 realizado por meio de boleto.
Dias depois, ao verificar novamente sua conta bancária, identificou outras duas movimentações financeiras que não reconheceu: uma transferência via PIX no valor de R$ 999,00 e outra de R$ 746,00, totalizando um prejuízo de aproximadamente R$ 2.743,98.
Segundo o relato, ao perceber o primeiro débito, a vítima questionou o interlocutor, que encerrou imediatamente a ligação. Quando tentou retornar para o número utilizado, foi informada de que a linha não existia.
Ainda conforme o registro policial, após os fatos o aparelho celular passou a apresentar comportamento incomum, levantando a suspeita de comprometimento de dados ou acesso indevido por terceiros, possivelmente em razão do compartilhamento da tela durante o atendimento fraudulento.
A vítima apresentou os comprovantes das operações e registrou a ocorrência para comunicação às instituições bancárias, buscando eventual ressarcimento dos valores. O caso será analisado pela Polícia Civil, que investigará a autoria do estelionato.
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