domingo, 14 de abril de 2024

Moradores devem manter cuidados contra a dengue com a chegada do período chuvoso

É preciso ter uma cultura de vigilância coletiva constante para interromper o ciclo de vida do Aedes aegypti

 

 

Da redação

 

 

A Vigilância Epidemiológica de Ourinhos pede aos cidadãos que colaborem com as medidas para impedir a proliferação do mosquito Aedes Aegypti, transmissor de doenças como a dengue, a chikungunya, a zika e a febre amarela urbana.
Sabemos que há risco durante todo o ano, mas o período chuvoso e de altas temperaturas no Sudeste, que se inicia em outubro e termina em meados de março facilita o acúmulo de água parada nos quintais e a eclosão dos ovos do mosquito. É preciso ter uma cultura de vigilância coletiva constante para interromper o ciclo de vida do Aedes aegypti. Uma simples vistoria de 10 minutos nos vasos de plantas e objetos evita um mal maior para você e seus vizinhos.
Em 2022, foram registrados 1.711 casos de dengue na cidade, sendo que neste ano a maior concentração, até o momento, foi nos meses de março a junho.

  • Janeiro: 02 casos
    • Fevereiro: 17 casos
    • Março: 213 casos
    • Abril: 599 casos
    • Maio: 674 casos
    • Junho: 140 casos
    • Julho: 45 casos
    • Agosto: 13 casos
    • Setembro: 06 casos
    • Outubro: 02 casos

    Algumas dicas simples para você colaborar no combate ao mosquito:
    • Mantenha a caixa d’água e outros reservatórios tampados.
    • Limpe calhas, canaletas, ralos, bandejas de ar-condicionado e de geladeiras.
    • Guarde baldes e garrafas virados para baixo.
    • Redobre o cuidado com pneus e outro objetos que possam acumular água. Se não for descartá-los, coloque-os em locais cobertos.
    • Utilize areia nos pratos de vasos e plantas.
    • Mantenha piscinas limpas.

 

O que se sabe sobre o mosquito Aedes Aegypti

O mosquito Aedes aegypti é transmissor da dengue, zika e chikungunya. Seu ciclo de vida é dividido em quatro etapas: ovo, larva, pupa (estágio intermediário entre a larva e o adulto) e adulto. A fêmea do mosquito deposita seus ovos nas bordas dos recipientes com água limpa e parada. Dois ou três dias após o contato com o líquido, os ovos viram larvas e dias depois chegam na fase da pupa. Esse ciclo dura cerca de 48 horas e, ao término, se transformam em mosquitos adultos.

Os ovos do mosquito são muito resistentes e sobrevivem até mesmo por um ano em um local seco. Quando este local recebe água limpa, em cerca de meia hora de submersão este ovo pode se desenvolver.

Aedes aegypti leva em média 10 dias para se desenvolver e vive durante 30 dias. Uma única fêmea produz de 60 a 120 ovos em cada ciclo reprodutivo e pode ter mais de três ciclos durante sua vida.

 

DENGUE – Os principais sintomas da dengue são Febre alta maior que 38°C, dor no corpo e articulações, dor atrás dos olhos, mal estar, falta de apetite, dor de cabeça, manchas vermelhas no corpo. No entanto, a infecção por dengue pode ser assintomática (sem sintomas), apresentar quadro leve, sinais de alarme e de gravidade.

Normalmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (>38°C), de início abrupto, que geralmente dura de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, além de prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, e manchas vermelhas na pele. Também podem acontecer erupções e coceira na pele.

Os sinais de alarme são assim hemorragias que podem levar o paciente a choque grave e óbito. A forma grave da doença inclui dor abdominal intensa e contínua, náuseas, vômitos persistentes e sangramento de mucosas.

Como a dengue é uma doença viral, o tratamento é feito para aliviar os sintomas, por meio da prescrição de antitérmicos, ingestão de líquidos e repouso.

 

ZIKA – É um vírus transmitido pelo Aedes aegypti e cerca de 80% das pessoas infectadas não desenvolvem manifestações clínicas. Os principais sintomas são dor de cabeça, febre baixa, dores leves nas articulações, manchas vermelhas na pele, coceira e vermelhidão nos olhos.

Outros sintomas menos frequentes são inchaço no corpo, dor de garganta, tosse e vômitos. No geral, a evolução da doença é benigna e os sintomas desaparecem espontaneamente após 3 a 7 dias. No entanto, a dor nas articulações pode persistir por aproximadamente um mês. Formas graves e atípicas são raras, mas quando ocorrem podem, excepcionalmente, evoluir para óbito, como identificado no mês de novembro de 2015, pela primeira vez na história.

 

CHIKUNGUNYA –  É uma doença viral que apresenta como um dos sintomas mais marcantes a dor nas articulações. Não existe tratamento específico para a doença, sendo recomendados descanso e hidratação. A letalidade da chikungunya é baixa, sendo menor, por exemplo, que em casos de dengue. Não há vacinas disponíveis para a doença, sendo importante, portanto, sua prevenção. A principal forma de se prevenir é evitar a proliferação dos mosquitos transmissores, os quais se reproduzem em água parada.

 

Após adquirir a chikungunya, um paciente torna-se imunizado pelo resto de sua vida.

É importante salientar que, apesar de os mosquitos serem os agentes transmissores da doença, existem outras formas de se adquirir a chikungunya. A transmissão da mãe para a criança pode acontecer e, de acordo com o Ministério da Saúde, essa forma de transmissão ocorre quase exclusivamente quando a mulher entra em trabalho de parto e apresenta o vírus no sangue. Ainda de acordo com o Ministério, essa transmissão pode desencadear infecção neonatal grave.

 

Ao primeiro sinal dos sintomas, procure um médico ou o serviço de saúde mais próximo de você.

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