terça, 10 de março de 2026

Motorista que atropelou 18 pessoas em Copacabana deixa delegacia no Rio

Publicado em 19 jan 2018 - 06:01:56

           

Da redação

O motorista que atropelou 18 pessoas na quinta-feira, 18, em Copacabana, no Rio de Janeiro, deixou a 12ª DP (Copacabana) por volta de 16h desta sexta-feira (19) após prestar depoimento sobre o acidente ocorrido no dia anterior. Antonio de Almeida Anaquim, de 41 anos, saiu com seu advogado e não falou com a imprensa.

O exame físico feito pela Polícia Civil apontava que Antonio de Almeida não tinha ingerido bebida alcoólica antes de dirigir. Nesta sexta, o exame de alcoolemia, feito através de material colhido no sangue, também comprovou que ele não havia bebido.

Como não fugiu do local do acidente, Antonio responderá em liberdade por homicídio culposo – quando não há intenção de matar. Um bebê de oito meses que foi atingido pelo veículo não resitiu.

O laudo afirma que Antonio estava desperto e se apresentou calmo para o exame, fornecendo respostas com clareza de raciocínio, pensamento bem articulado e orientação no espaço e no tempo.

O motorista afirma que sofreu um ataque epilético e desmaiou ao volante, versão confirmada pela mulher que o acompanhava no carro. Esta é a principal linha de investigação da Polícia Civil, que também ouviu outras testemunhas.

Segundo o Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Antonio está com a carteira de habilitação suspensa desde maio de 2014. Em nota, o órgão afirmou que o motorista terá o documento cassado, porque dirigir com a carteira suspensa configura crime de trânsito.

Epilepsia não impede direção, esclarece Detran – Segundo o Detran, pessoas com epilepsia podem ter CNH. No entanto, precisam passar por uma avaliação neurológica antes de tirar o documento, e o exame médico tem validade menor. Os motoristas com epilepsia só podem ter habilitação na categoria B, para carros.

O neurologista Mário Peres, professor do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP, diz que a epilepsia pode provocar desmaios e “apagões” ao volante – e o paciente nem sempre apresenta os sintomas mais típicos da crise: quando cai ao chão, movimenta-se bruscamente e baba, por exemplo.

Peres afirma que médicos costumam recomendar a restrição de dirigir para pacientes que não estão com a doença controlada. Alguns dos fatores analisados são se há adesão ao tratamento, se não houve crises recentes ou se existe alguma doença relacionada às crises, como um tumor cerebral.

Fonte: G1

© 1990 - 2023 Jornal Negocião - Seu melhor conteúdo. Todos os direitos reservados.