sábado, 15 de junho de 2024

Munícipes “clamam” por recape asfáltico em ruas do Jardim Colorado

José Luiz Martins

Desde a administração do ex-prefeito Toshio Misato (PSDB) e atualmente com Belkis Fernandes (PMDB), as promessas de “revitalização” da malha asfáltica da cidade têm sido marcadas pelo não cumprimento do que prometeram. A cada dia a população tem a impressão de que a situação só piora ante a falta de atenção e ineficiência do poder público diante dessa questão. Com Toshio a promessa em 2010 era de que cerca de 500 quadras iriam ser recapeadas. Com Belkis outros 300 quarteirões receberiam a melhoria, mas boa parte da cidade, em especial na periferia, a maioria das ruas estão completamente esburacadas e algumas já sem o pavimento. 

No começo de 2014, a prefeita Belkis alardeou que o PIMC (Plano Integrado de Melhoria Contínua), iria resolver o problema do recapeamento asfáltico, e seria o maior programa de recuperação do asfalto de Ourinhos. “Este será o maior programa de recape da história da nossa cidade. Esse programa de recape terá um investimento de mais de três milhões de reais. Só na primeira etapa são 250 quarteirões recapeados”, disse Belkis. Desde então a realidade tem sido diferente, o recapeamento uma aflição popular, mostra-se distante de ser realizado.  Em 2015 a prefeita veio a público dizendo que a prefeitura não tem dinheiro para obras de infraestrutura e recape. Declarou que o que foi feito até o momento dependeu e ainda depende de recursos financeiros vindos de emendas parlamentares e de ajuda dos governos estadual e federal.  

O fato é que a população sente os efeitos da má conservação e da dificuldade do executivo em promover a recuperação da malha asfáltica da cidade. Em alguns casos, os buracos e remendos sobre remendos, vem provocando acidentes causando ferimentos e danos materiais a munícipes. Como no caso de um morador residente no Jd Colorado cujo relato vem a seguir: “A situação é crítica porque já sou cadeirante, não tenho acessibilidade não só aqui que é buraco em cima de buraco, se desviar de um cai no outro. Então tá chato e não sou só eu que estou sendo prejudicado, são todos os moradores do Jd Colorado. O cadeirante cai e se machuca, o carro quebra, o ciclista e o motoqueiro leva um tombo e os vizinhos não conseguem entrar com os carros na garagem, por causa do asfalto ruim, os buracos são enormes. A água da chuva desce rasgando destruindo e entrando dentro das casas, então, não sou só eu cadeirante que estou sofrendo com esse descaso, são todos os moradores daqui”. As palavras são do morador Luiz José dos Santos, pedreiro, mestre de obras aposentado e cadeirante, residente no local há onze anos.

Surgido há pouco mais de 15 anos o Jardim Colorado é um dos menores bairros da cidade com apenas três vias, fica no final do Jd Itajubi, delimitado pela Rua Ana Neri com as Rua Maria Vieira Fernandes e Rua Antônio Fantinatti. A Rua Antônio Fantinatti é a mais prejudicada com extensão de cerca de 250 metros, tem declive acentuado a partir dos 100 metros, as vias não possuem rede de galerias pluviais e recebem as águas das chuvas que escoam do Jd Itajubi e Vila Nova Sá, desaguando no córrego Christoni.

Moradores suspeitam que as galerias dos bairros vizinhos estejam entupidas, pois o problema vem se agravando a cerca de três anos. A maioria das calçadas construídas pelos próprios moradores está irregular com muitas delas sendo verdadeiros obstáculos, principalmente para deficientes físicos. Como no caso do Sr. Luiz que recentemente, sem acessibilidade pelas calçadas caiu em um buraco na rua com sua cadeira de rodas sofrendo escoriações e seis pontos em um corte próximo ao olho esquerdo. 

Ele reclama que se já está difícil para quaisquer pedestres e veículos, para pessoas na sua condição o problema é ainda maior. “Outro problema, é que não tem rampa para cadeirantes nas ruas e nos pontos de ônibus, junta isso e o que você está vendo aqui, vemos que não tem um acompanhamento e o descaso é geral. Os administradores de confiança da prefeita e a sua equipe estão deixando muito a desejar” desabafou. 

Ele vê o problema da enxurrada que está invadindo as casas no local a cada nova chuva, como um problema oriundo da canalização das águas vindas da Vila Nova Sá e Jd Itajubi. Para o morador, construir balanções em alguns pontos críticos, como foi prometido pela própria prefeita em conversa com ele em dezembro, não resolve a situação. Acredita que se desentupirem as bocas de lobo dos bairros acima, acompanhada pela construção de galerias, aí sim poderá sanar o problema. “A gente vem reclamando já faz tempo e as promessas sempre tem. O que foi feito até agora são esses remendos mal feitos que são levados pela enxurrada, tá faltando boa vontade e responsabilidade da equipe da prefeita, falta mais consideração com a gente”, queixou-se.

O militar aposentado Nivaldo de Sousa Palmeira faz coro com outros moradores sobre as péssimas condições da rua. Morador há oito anos no local diz que os remendos só pioraram as condições das ruas, embora tenham reclamado já faz cinco meses que ninguém da prefeitura aparece por lá pra dar atenção ao problema. “Aqui é assim, as entradas e saídas de veículos estão sem acesso, a água desce arrancando o asfalto e já chegou a derrubar o muro do meu vizinho em frente, sem contar a falta de limpeza pública que vai acumulando lixo. Se eu e outros moradores não fizermos alguma coisa pra diminuir os problemas a prefeitura não vem fazer”, reclamou.

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