terça, 10 de março de 2026
Publicado em 10 out 2020 - 13:37:02
O calor desta época do ano é propício para que as pessoas procurem o meio aquático como forma de lazer, por isto é necessário redobrar as medidas preventivas para que o lazer não se transforme em tragédia.
Letícia Azevedo
As altas temperaturas fazem com que as pessoas estejam sempre buscando um lugar para se refrescar. Seja em piscinas, cachoeiras, represas e até rios. O aumento no número de frequentadores desses locais traz também uma preocupação: a alta incidência de mortes por afogamento.
Na área de abrangência do Corpo de Bombeiros de Marília, que inclui o município de Ourinhos, há uma média anual de 25 mortes por afogamento, principalmente no período de altas temperaturas.

O calor desta época do ano é propício para que as pessoas procurem o meio aquático como forma de lazer. Porém, o Corpo de Bombeiros ressalta que é necessário redobrar as medidas preventivas para que o lazer não se transforme em tragédia.
Casos Recentes
Ocorrências de morte por afogamento têm sido registradas com frequência em Ourinhos. No mês de julho, o adolescente Marcos Venon, de apenas 16 anos, se aventurou nas águas do Rio Paranapanema, na divisa de Ourinhos e Jacarezinho, de onde foi retirado após três dias de buscas.

Luiz Fernando Tasca, 41 anos, morreu afogado após tentar atravessar o Rio Paranapanema, em Piraju, no dia 7 de setembro e uma semana depois, no dia 14, Lucas Júnior Carneiro se afogou em uma área bastante conhecida por “Paredão”, localizado ao final da antiga estrada do Ferro Velho Cruzeiro em Ourinhos.
No último domingo, 4, o senhor Juraci Vitorino Cruz, 67 anos, se afogou nas águas do Rio Pardo, no local conhecido como “Beira Rio”, no Jardim Anchieta, próximo as 17h30.
Segundo informações de populares, o homem nadava no local junto com familiares e teria se sentido mal, o que pode ter causado o afogamento. A família acredita que Juraci tenha tido uma congestão.

Na tarde da última quinta-feira, 8, a Polícia foi acionada por populares que encontraram o corpo de um jovem boiando também no Rio Pardo, no mesmo local, o “Beira Rio”.
Ainda não há confirmação sobre a causa da morte ter sido afogamento, pois segundo informações da polícia, o jovem Gabriel Carvalho, 20 anos, possuía um ferimento na cabeça e estava desaparecido a cerca de 24 horas. O caso será investigado pela Polícia Civil.
Todo Cuidado é Pouco
O 1° Tenente PM dos Santos fez um alerta e explicou que os rios são extremamente perigosos, por conta da constante mudança climática dos locais. “Um rio muda constantemente. Por conta da chuva, movimentação de solo, força da correnteza entre outros aspectos, muda as características do rio. As pessoas têm a falsa impressão que “conhecem” o local. É extremamente importante ter cuidado com rios e cachoeiras, pois o ambiente aquático é perigoso”.

Um dos agravantes para os frequentadores de rios é o consumo de bebidas alcoólicas “Quando o indivíduo faz o consumo de bebida alcoólica, ela tem a perda acentuada da percepção do perigo, tornando-o muito mais vulnerável aos riscos de um ambiente aquático. Além disso, ele pode se cansar mais facilmente, por ter tido os sentidos alterados pela bebida”.
As crianças demandam um cuidado ainda maior. Preferencialmente, os pequenos devem usar boias sempre e não frequentar locais em que possam ficar submersos. Vale a ressalva: água no umbigo, sinal de perigo. “Além disso, também é importante que um adulto esteja cuidando da criança o tempo todo, mesmo com a boia”, salienta.
O bombeiro orienta que, ao avistar alguém se afogando, não tentem entrar na água se não tiverem o treinamento adequado. “O treinamento para socorro aquático requer preparo físico com grande habilidade em natação. Mesmo que a pessoa saiba nadar bem, pode colocar em risco a própria vida e eliminar qualquer chance de salvamento, multiplicando ainda o problema por dois. O que é possível fazer é jogar algum objeto para a vítima se apoiar, como boia, colete salva-vidas, tábuas, bola de futebol ou até um pneu, e então rebocar a pessoa com algo que possa puxá-la, como uma corda. Mas o ideal é sempre acionar o Corpo de Bombeiros (193) ou o SAMU (192) e aguardar os salva-vidas chegarem ao local” – finalizou.
Veja vídeo com mensagem do 1° Tenente PM dos Santos
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