sábado, 22 de junho de 2024

O Outubro é rosa e pinta o mundo com a cor da esperança

Da redação

O movimento Outubro Rosa surgiu nos anos 90, nos Estados Unidos, onde vários estados durante o mês realizavam ações referentes ao câncer de mama. A causa vem conquistando cada vez mais mobilização social, dada a gravidade da doença.

Segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia, o câncer de mama é o segundo mais frequente no mundo e o primeiro entre as mulheres, atingindo 22% da população feminina global a cada ano e causando 522 mil mortes anuais, conforme o Instituto Oncoguia.

O câncer de mama inicia-se, geralmente, com um tumor na mama, podendo atingir a axila e outros órgãos, o que chamamos de metástase. É raro em mulheres abaixo de 35 anos e com incidência progressiva, após essa idade e, em especial, após os 50 anos. A frequência dos exames, em casos normais, devem ocorrer aos 35 anos, com uma primeira mamografia que será utilizada como comparativa a exames futuros.

A mamografia não é a principal forma de detecção e prevenção da doença. De acordo com uma pesquisa de 2016, do Instituto Nacional de Câncer (INCA), 66,2% das descobertas da doença ocorrem pelas próprias pacientes, ao notarem alguma alteração na mama.

Por isso o autoexame é fundamental, visto que a doença não apresenta sinais em sua fase inicial, o que dificulta a descoberta precoce. Quando surgem, os sintomas abrangem nódulo fixo e geralmente indolor, pele da mama avermelhada, retraída ou com aparência de casca de laranja, alterações no mamilo e saída de líquido anormal das mamas.

Não podemos esquecer que, quanto antes o câncer é identificado, maiores são os índices de cura. Portanto, é importante seguir as orientações do autoexame mensal realizado, de preferência, no mesmo dia do mês, para que as mulheres se familiarizem com suas mamas, e a realização da mamografia de rotina, a cada ano, em mulheres com idade entre 50 e 69 anos.

Fatores de Risco – Devemos estar atentas também para alguns fatores de risco que podem colaborar com o desenvolvimento da doença.

Fatores endócrinos: menarca (primeira menstruação) precoce e menopausa tardia, devido ao longo período de exposição aos hormônios e terapia de reposição hormonal pós-menopausa.

Fatores ambientais: obesidade, ingestão de bebidas alcoólicas e radiação ionizante.

Fatores genéticos e hereditários: mutações genéticas e histórico de câncer de mama na família, principalmente, em idade jovem.

Embora vários desses fatores não sejam modificáveis, podemos prevenir a doença, agindo no que está ao nosso alcance e estimulando os fatores protetores. Assim, controlando o peso corporal – por meio de uma alimentação saudável e da prática de exercícios físicos e evitando o consumo de bebidas alcoólicas – estamos lutando contra essa doença, que atinge milhares de mulheres.

Conscientização – Com a evolução da medicina e a crescente conscientização sobre a doença, vivenciamos um cenário esperançoso. Segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia, o exame de mamografia é cada vez mais frequente no país e assim, tem-se diagnosticado a doença, em fases mais precoces. Hoje, a maioria dos diagnósticos no Brasil não são mais em fases avançadas, o que aumenta muito as chances de cura. Contudo, não podemos esmorecer nessa batalha que só será vencida quando todas as mulheres, na faixa etária indicada, tiverem fácil acesso a exames de mamografia de qualidade, uma vez ao ano.

No próximo dia 19, celebra-se o Dia Internacional do Câncer de Mama. A data lembra-nos de cuidar de nossa saúde e da saúde de quem a gente ama, porque sempre vale a pena viver e experimentar tudo o que pode contribuir para nossa qualidade de vida e felicidade.

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