domingo, 12 de julho de 2026
Publicado em 22 jan 2022 - 11:48:11
Marcília Estefani
Em boletim epidemiológico, com levantamento de casos da terça-feira, 18/1, a prefeitura de Ourinhos divulgou o primeiro óbito por Covid-19 registrado em 2022, além de mais de 1.700 novos casos apenas na última semana, contabilizando casos do final de semana e de segunda a quinta-feira.
A vítima, um homem de 70 anos, era morador do Jardim Brilhante, e sofria com hipertensão arterial sistêmica. Um paciente está internado na UTI adulto da Santa Casa de Ourinhos e dois no HC de Marília.
CAOS NA UPA – A semana também registrou mais dias de caos na UPA, no Postão e PA da Cohab, onde um munícipe, impedido de adentrar às dependências da unidade, na noite da quinta-feira, 13/1. A UBS estava de portões fechados e ele ficou deitado na calçada. O homem de 24 anos só conseguiu entrar na unidade, após uma filmagem ser feita e compartilhada no facebook.

Gabriel de Oliveira procurou o Pronto Atendimento da Cohab acompanhado da sua esposa, Isabeli Rodrigues Ribeiro, que contou que mais cedo, o marido havia procurado a UPA (Unidade de Pronto Atendimento de Ourinhos), onde tomou soro na veia e remédio para vômito, sendo posteriormente liberado, apesar de ainda apresentar febre, muita dor de cabeça e não conseguir parar em pé.
“Pediram para ele ir até o PA da Cohab, que só abre às 18h00 e ele foi, mas lá chegando não o deixaram entrar, pois já tinha atingido o limite de senhas, de 80 pessoas que aguardavam atendimento”, contou a mulher.
Somente após a gravação foi que o rapaz foi colocado para dentro da unidade para passar por atendimento.
PREFEITURA – A reportagem do Negocião questionou a assessoria de comunicação da prefeitura, sobre a dinâmica de atendimentos no PA da Cohab, mas até o fechamento desta edição não houve resposta.
Pelas redes sociais da administração, foi divulgada matéria sobre reunião do Comitê de Doenças Respiratórias realizada na última sexta-feira, 14/1, para debater uma nova pauta de ações para o enfrentamento dos casos de Covid-19 e de síndrome gripal.

Entre as ações emergenciais definidas está a ampliação do horário do Posto de Atendimento da Cohab. A unidade que funciona no período da manhã e da noite, passará de forma excepcional neste período mais crítico da pandemia a atender também no período da tarde e ainda aos finais de semana e feriados, até às 24h.
Com isso, a Secretaria Municipal de Saúde irá ampliar a equipe de profissionais. Os esforços são para que esta iniciativa seja realizada ainda no primeiro semestre.
Enquanto isso, testemunhos de indignação circularam as redes sociais durante toda a semana, baseados na superlotação das unidades de pronto atendimento e mal atendimento de profissionais que estão sobrecarregados pela alta demanda.
NA UPA – Ainda na noite da segunda-feira, 17/1, uma munícipe postou nas redes sociais um vídeo onde mostrava a realidade do local, com diversas pessoas aguardando atendimento. O vídeo mostrava também quando alguém da UPA chama a atenção da mulher e diz que vai acionar a Polícia Militar, pois é proibido fazer filmagens ali.
Segundo a munícipe, duas viaturas estiveram no local “chamaram 2 viaturas pra mim como se eu fosse alguma criminosa … não querem que mostre a realidade da nossa cidade … e por fim não aconteceu nada …”.
Nos comentários da postagem, mais uma paciente relata como foi seu atendimento na unidade e esclarece que o médico nem ao menos pediu um exame antes de medicá-la.

Ainda na UPA, um bebê de 1 ano e meio que testou positivo para Covid ficou internado em estado delicado, respirando com a ajuda de oxigênio, aguardando vaga para um hospital que oferecesse mais recursos. Após a família comprar os medicamentos necessários para o tratamento da criança, na quinta-feira, 20/1, o pequeno Kauê teve alta e continua o tratamento em casa.
“Minha sogra acabou de vir aqui na Upa e pediu para conversar com o pediatra, pois estávamos até agora aqui sem uma resposta. Foi realizado um exame de raio X e os pulmões do Kauê apresentam grande melhora com a graça de Deus! Mas a UPA não tem os devidos medicamentos para dar continuidade no tratamento e ver como ele irá reagir e tirar por completo o oxigênio. Minha sogra então pediu ao Dr. Ademir que prescrevesse a receita que ela iria comprar para eles estarem aplicando no Kauê”, contou Tainá Souza, mãe do menino.
PALAVRAS DO PREFEITO – Em sua rede social, Lucas Pocay se manifestou dizendo que “Muitos não se cuidam ou não tomaram vacina e depois querem colocar a culpa no Poder Público pela lotação das Unidades de Saúde.”
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