domingo, 14 de abril de 2024

Pai que acompanhava filha no caminho para escola é espancado em Botucatu

Segundo a polícia, o homem foi confundido com estuprador
Da redação
De acordo com o BO, o homem alegou que deixou sua filha ir sozinha ao Sesi, onde estuda, pela primeira vez. À polícia, ele contou que iria acompanhá-la à distância sem ser percebido pela adolescente para garantir que não houvesse problemas durante o trajeto, quando foi agredido por três homens. Caso ocorreu em Botucatu (SP).
A Polícia Civil de Botucatu (SP) investiga o espancamento de um homem que foi confundido com um estuprador enquanto acompanhava a própria filha no caminho até a escola. O caso foi registrado na segunda-feira (12).
De acordo com o boletim de ocorrência, o homem, de 36 anos, alegou que deixou sua filha ir sozinha até o Sesi, onde estuda, pela primeira vez.
À polícia, ele contou que, conforme combinado com a mãe da menina, iria acompanhá-la à distância sem ser percebido pela adolescente de 13 anos para garantir que não houvesse problemas durante o trajeto.
Neste momento, segundo o registro policial, três pessoas o abordaram e o questionaram por que estava seguindo a adolescente.
Conforme o BO, mesmo relatando ser o pai da jovem, os agressores o teriam espancado, chamando o homem de “estuprador”, “malandro”, “safado”, “vagabundo”, “mentiroso” e dizendo que iriam “quebrar as suas duas pernas”. Segundo a vítima, os agressores são funcionários e atletas do Sesi de Botucatu.
A vítima contou que saiu correndo, sendo perseguido pelos homens, e disse à polícia que no caminho foi novamente espancado. O homem relatou que entrou na sede do Senai em busca de ajuda, no entanto, os indivíduos que o seguiam também entraram no local e voltaram a agredi-lo.
As agressões só cessaram quando a jovem e a mãe dela chegaram ao local e o identificaram como pai da adolescente. Assim que foi esclarecido o fato, os autores das agressões deixaram o local. A Polícia foi acionada e um boletim de ocorrência foi registrado como lesão corporal, injúria e ameaça.
O g1 entrou em contato com a assessoria de imprensa do Sesi, que afirmou ter “tomado ciência dos fatos narrados, uma vez que foi o próprio diretor da instituição que chamou a polícia” e que “aguarda a apuração do que efetivamente ocorreu pelas autoridades competentes”.

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