sexta, 19 de julho de 2024

Para a justiça o assassino confesso de Eiji Marvule não estava insano quando cometeu o crime

Publicado em 16 nov 2017 - 11:22:28

           

Alexandre Mansinho

No final de outubro, atendendo a um pedido do advogado de defesa, Arthur José Nogueira foi submetido a um exame para verificar sua sanidade mental. A tese do defensor de Arthur era que o crime havia sido cometido sob “insanidade temporária” e, por esse motivo, Arthur deveria ser considerado incapaz.

No entanto, segundo informações obtidas com o Ministério Público de Ourinhos, no gabinete do Dr. Sílvio Brandini, o resultado do exame foi negativo para insanidade, quer permanente ou temporária: “iremos manter a mesma acusação – homicídio doloso, premeditado, por motivo fútil e usando método que impossibilitou a defesa da vítima”.

João Paulo Oliveira da Silva, que segundo investigações da Polícia Civil teria dirigido a moto que levou Arthur até o local do crime, será acusado como cúmplice do crime, porém, a tese da defesa de João Paulo é que o acusado não sabia que Arthur tinha a intenção de matar Eiji e nem sabia que ele estava armado.

RELEMBRE O CASO – No dia primeiro de abril de 2016, próximo das 21h, o jovem Eiji N. Marvule estava na companhia de sua namorada, sentado sob sua moto, na entrada da Universidade Estácio de Sá, campus Ourinhos, quando dois indivíduos numa moto se aproximaram, um deles sacou de um revólver, chamou pelo nome de Eiji, e disparou três tiros, na cabeça. A vítima chegou a ser socorrida, mas faleceu ainda a caminho do hospital – os dois indivíduos fugiram. A princípio houve várias linhas de defesa: tentativa de roubo da moto ou morte encomendada – mas, conforme as investigações evoluíram, ficou claro que o motivo foi passional. Ficou provado que uma desavença entre Eiji Nagae Marvule e Arthur José Nogueira, 24, teria sido o motivo que levou a execução de Eiji. O assassino, Arthur, foi preso no dia 09 de agosto de 2016, após meses de investigação por policiais da DIG (Delegacia de Investigações Gerais). O comparsa, João Paulo Oliveira, 21, também foi preso e responde como cúmplice.

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