segunda, 15 de abril de 2024

Paralisação dos servidores do Fórum contou com grande adesão de Ourinhos

Manifestação ocorreu na tarde na sexta-feira, 5 de maio, e deve ocorrer novamente na próxima quinta durante todo o dia

 

 

Marcília Estefani

 

Na tarde de sexta-feira, 5 de maio, às 15h, mais de 100 funcionários da ativa e aposentados do Fórum de Ourinhos promoveram protesto em frente ao prédio do judiciário. Os serviços foram paralisados por uma hora em forma de advertência inicial com indicativo de greve geral.

Paralisação em Ourinhos no dia 5 de maio

 

O protesto, organizado por associações de servidores do TJSP, foi realizado em todo o estado, e demonstra o descontentamento dos servidores frente ao 6% que a categoria recebeu de aumento, mediante a inflação acumulada que é de 37,47%.

Eles pedem ainda devolução da incorporação dos adicionais de gratificação de representação das faltas abonadas. Na ocasião ficou decidido que Ourinhos permanecerá em união com todas as entidades do Tribunal de Justiça, cerca de 92.

O objetivo das manifestações da categoria, é sensibilizar o presidente do Tribunal para que atenda os funcionários em uma reunião, e ouça suas reivindicações.

“Estamos com uma defasagem de quase 40% sobre o salário, nós reivindicamos a perda inflacionária, não estamos reivindicando nenhum reajuste real de salário e sim o que a inflação corroeu, mas o presidente não nos recebe, nós precisamos desse reajuste, nossa data base foi afixada todo ano no mês de março, e desde então não houve manifestação por parte da presidencia do TJ”, declarou o servidor Roberto Bachiega.

Primeiro dia de manifestação contou com grande adesão

 

ASSEMBLEIA – No sábado, 6, ocorreu uma assembleia presencial e em formato híbrido em São Paulo, que reuniu agentes, escreventes, assistentes sociais, psicólogos, oficiais de justiça e trabalhadores administrativos para deliberação do dia de paralisação geral preparatória para a greve. Ficou decidido uma nova paralisação durante todo o dia 11 de maio, quinta-feira.

Na ocasião, vários prédios no estado aderiram ao movimento paradista. Em Ourinhos 22 funcionários não participaram dos serviços durante todo o dia, conforme informações do Senhor Riltom Chaade, funcionário mais antigo dos serviços forenses do município.

As maiores concentrações de funcionários no movimento foram nas regiões de Ribeirão Preto e Baixada Santista. “Acredita-se que o movimento será aos poucos e terá maiores adesões”, afirmou o Senhor Enizal Vieira, que compõe a diretoria da AOJESP – Associação dos Oficiais de Justiça do Estado de São Paulo.

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