quinta, 23 de maio de 2024

Polícia prende terceiro suspeito de matar e deixar corpo de empresário em canavial

Da redação

A Delegacia de Investigações Gerais de Jaú (SP) prendeu no fim da noite de quarta-feira (1º) o terceiro envolvido no assassinato do empresário Adevaldo Colonezi. Caíque Henrique Sales, de 19 anos, foi encontrado ao sair da casa da namorada dele em Igaraçu do Tietê, cidade onde ocorreu o crime.

Outros dois suspeitos do crime, os irmãos Paulo Roberto Meza, de 28 anos, e Marildo Júnior Meza, de 21, já estavam presos. Adevaldo Colonize estava desaparecido desde a madrugada do último sábado (28) e seu corpo foi encontrado na manhã de terça-feira (31) em um canavial entre as cidades de Igaraçu do Tietê e São Manuel (SP).

Segundo o delegado Marcelo Góes, que comanda as investigações, Colonize foi esganado, agredido e queimado ainda com vida. O corpo do empresário, que era professor de Matemática e dono de 9 escolas na região, foi velado e enterrado na quinta-feira.

Para prender o terceiro envolvido no crime, a equipe da DIG tinha montado campana no local e surpreendeu o jovem. Segundo a polícia, no depoimento, Caíque disse que estava junto com Marildo no sábado à noite, em Barra Bonita, quando eles decidiram efetuar um roubo.

De acordo com ele, o empresário conhecia o Marildo, que pediu carona enquanto a vítima passava com a caminhonete. Durante o trajeto, Marildo teria apontado um simulacro de arma e anunciado o assalto, mas o empresário teria reagido, chegando a quebrar a falsa arma. Eles entraram em luta corporal e a vítima até tentou pular do veículo, mas os dois conseguiram impedir.

Eles foram até a rodovia que liga Igaraçu do Tietê a São Manuel e lá começaram a agressão. Ainda de acordo com o depoimento, quando eles acharam que a vítima estava morta, pediram ajuda para irmão de Amarildo para se livrarem do corpo. Eles então pegaram as apostilas e um perfume que estavam dentro da caminhonete e colocaram fogo no corpo.

Caíque foi levado para Cadeia de Barra Bonita, onde também estão os outros envolvidos no crime. A polícia investiga o caso como latrocínio (roubo seguido de morte) porque a caminhonete do empresário, encontrada abandonada em Igaraçu do Tietê, ficou com os acusados, que tentaram vendê-la.

Os três suspeitos tiveram a prisão temporária decretada. Todos já tinham passagens por roubo e tráfico de drogas.

Fonte: G1 Bauru e Marília.

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