quinta, 18 de abril de 2024

Preço dos combustíveis segue em alta, diferença entre os postos em Ourinhos chega a R$0,80

O valor mínimo praticado na cidade esta semana é de R$4,59 para gasolina comum e o valor máximo de R$ 5,39.

 

José Luiz Martins

 

Financeiramente 2022 foi e ainda é desastroso para grande maioria dos brasileiros e 2023 prenuncia ainda mais turbulências em se tratando de dificuldades econômicas para bolso da população.

Em especial pela movimentação dos preços dos combustíveis, que após mais de três meses de queda voltou a subir e provavelmente seguirá em escalada no ano que se avizinha desencadeando aumento em outros setores da economia, já que a maioria dos produtos são transportados pelas rodovias.

 

 

A gasolina, por exemplo, que chegou a atingir R$7,89 nos postos que vendem mais caro, na última semana de junho acumulou um recuo de cerca de 35% até a primeira semana de outubro permanecendo 16 semanas de estabilidade ou queda, o mesmo comportamento ocorreu com o etanol e o óleo diesel.

O recente período de queda é atribuído a pressões do governo federal que escalou o atual presidente da estatal, Caio Mário Paes de Andrade, com a intenção de atrasar os reajustes para fins eleitorais.

 

 

Segundo uma reportagem do jornal O Globo, técnicos da estatal e parte da diretoria afirmam que já seria necessário reajustar os preços, mas que o governo tem pressionado para evitar um aumento de preços antes do segundo turno das eleições, marcado para este domingo (30).

 

 

Flutuação dos preços em Ourinhos

No entanto, a cerca de duas semanas os consumidores de Ourinhos também estão se deparando com a flutuação dos preços para cima nas bombas em todos os 21 postos da cidade.

Em Ourinhos o valor mínimo praticado esta semana é de R$4,59 para gasolina comum e o valor máximo de R$ 5,39. Para o etanol entre R$ 3,29 e R$ 3,99 o maior preço. Com a costumeira diferença entre um posto e outro chegando a R$0,80 para gasolina e R$ 0,70 para o etanol.

A escalada de preços atinge também o diesel, que registrou no início de outubro o primeiro aumento desde o fim de junho. O preço médio do litro avançou de R$ 6,51 para R$ 6,59 em uma semana, aumento de 1,22%.

 

 

Pesquisar é a regra

Para quem quiser economizar o hábito de pesquisar os preços dos combustíveis volta a ser uma regra, embora muitos consumidores optem pelo maior preço, para muitos desses consumidores combustível barato é sinal de produto de má qualidade e teoricamente pagar mais caro é sinônimo de produto de maior qualidade.

 

Há aqueles que procuram preços mais em conta, mas estão atentos para a qualidade, que nessa diversificação de opções de preços e fornecedores na cidade, é sim possível encontrar.

 

 

Porque está subindo?

A Paridade de Preço Internacional (PPI), adotada pela Petrobras desde 2016, determina que a petroleira cobre ao vender combustíveis para as distribuidoras brasileiras, preços compatíveis com os do exterior.

Mas a estatal está vendendo gasolina nas refinarias abaixo do preço praticado no mercado internacional, abrindo uma defasagem desde setembro quando as cotações internacionais do petróleo e derivados voltaram a subir, devido a cortes na oferta por países produtores reunidos na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

 

 

Especialistas atribuem à nova série de aumentos do preço médio dos combustíveis nos postos do país nas últimas semanas a um ajuste natural do mercado motivado pelo crescimento na demanda.

As diversas quedas seguidas registradas anteriormente aumentaram o consumo e de acordo com a ANP, as vendas no Brasil pelas distribuidoras no primeiro semestre deste ano cresceram 10,8%.

Isso teria motivado os próprios postos a subirem os preços dos combustíveis que são livres no Brasil, ou seja, cada posto pode estipular o preço da gasolina, do diesel ou do etanol que desejar.

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