quarta, 22 de maio de 2024

Professores de Educação Física protestam contra resolução de Alckmin

Hernani Corrêa

Professores de Educação Física estão ‘acampados’ desde a semana passada em frente ao prédio da Delegacia Regional de Ensino na Rua 9 de Julho, no centro de Ourinhos. Eles fazem manifesto contra a resolução SE 74/2014, tomada pelo Governador do Estado, Geraldo Alckmin. O protesto inclui uma coleta de assinaturas. 

Os manifestantes também instalaram diversos cartazes no local e um deles com os seguintes dizeres: “você que é cidadão, que apóia o esporte, assine nosso abaixo assinado” e “Alckmin quer acabar com o esporte nas escolas”.

A reportagem conversou com o professor Milton Silva Junior, um dos líderes do movimento. Segundo ele, até naquele momento, já haviam sido coletadas 180 assinaturas no local e pela internet, mais 500 pessoas já haviam manifestado apoio ao protesto.

Segundo Milton, em 31 de Dezembro de 2014, o governador do Estado, Geraldo Alckmin, baixou uma resolução que proíbe os professores de Educação Física estender sua jornada de trabalho, pois trabalham nas escolas normalmente e tem a possibilidade de ser ampliada com os treinamentos realizados aos alunos que participam das competições.

Com esta medida, segundo ele, vão acabar com diversos projetos esportivos que estão em andamento e vai prejudicar muitos alunos.

Como exemplos, o professor citou o Projeto Handebol na Escola Domingos Camerlindo Caló, que já foi vice campeão no estado; um projeto de vários anos na Escola Josefa Cubas que já foi várias vezes campeão estadual no Xadrez e também um atleta bi campeão sul americano no atletismo, que foi revelado e diversos outros em Bernardino, Santa Cruz, que poderão acabar com essa resolução.

“Não temos um número limite de coleta de assinaturas, mas queremos que a população tome conhecimento desta resolução e precisamos sensibilizar o governo e a secretaria estadual”, informou Júnior.

Outro fato citado pelo professor é que foi estranha a data em que foi tomada essa medida, no final do ano, pois muitos professores estão de férias, as atribuições começam agora dia 21 e muitos não sabem disso.

“Interessante é que antes das eleições, estava tudo certinho, a verba destinada a esses projetos estava separada, não se falava de forma nenhuma em cortes. Passou as eleições, terminou o ano e até o dinheiro que havia sido depositado para arcarmos com custos de alimentos e transportes destes alunos que participam das competições, foi retirado da conta” completou Adolar José Raimundo, outro professor que também participa do Movimento.

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