segunda, 11 de maio de 2026
Publicado em 10 maio 2026 - 13:14:35
Por sua vez, prefeitura divulga nota oficial na tentativa, segundo os manifestantes, de ‘deslegitimar o movimento’
Marcília Estefani
A crise entre os profissionais da educação e a Prefeitura de Ourinhos ganhou força nos últimos dias após paralisações em diversas creches e unidades de ensino infantil da rede municipal, que trouxeram a tona a real situação vivida dentro das unidades. Novas manifestações estão sendo anunciadas para esta segunda-feira, 11/5.

Na sexta-feira, 8, cerca de 17 unidades escolares de educação infantil de Ourinhos, entre EMEIS e NEIS, deixaram de receber as crianças. Eles afirmam que há cinco meses vêm denunciando falta de auxiliares de serviços gerais que tem gerado sobrecarga física e emocional das servidoras, falta de materiais e insumos básicos, necessidade de contratação de profissionais de apoio, ambientes inadequados e insalubres, desgaste extremo de servidores que estão adoecendo para tentar manter minimamente ambientes limpos.
“Nós gostaríamos de contar com o apoio dos pais a esta classe que é tão desvalorizada, e esse é o momento da sociedade mostrar o valor dos professor, o apoio da população é muito importante neste momento”, apela uma servidora.
“Precisamos que os pais entendam, que não é que nós não queremos trabalhar, mas precisamos de melhores condições, pois não reivindicamos apenas por benefícios próprios, mas precisamos oferecer melhores condições e segurança para as crianças”, explica.
Apesar da Prefeitura Municipal ter publicado em suas redes sociais uma NOTA OFICIAL informando a população que não há confirmação de paralisação na Rede Municipal de Ensino para a próxima segunda-feira, 11, professores da rede confirmaram ao EnDiaNegociao na manhã deste domingo, 10, que a paralisação está mantida, bem como a manifestação na Cãmara Municipal durante a Sessão Ordinária do Legislativo.
Os servidores se sentiram intimidados e afirmam que “O STF possui entendimento consolidado de que a greve e a paralisação de servidores públicos são instrumentos constitucionais legítimos de reivindicação, especialmente diante da omissão estatal reiterada e da precarização das condições”.

Até o momento, as seguintes instituições de ensino aderiram à paralisação:

Além de reivindicarem melhores condições de trabalho, os auxiliares pedem também uma reestruturação salarial, como foi feito merecidamente no caso das cozinheiras.
Os servidores também criticaram a falta de diálogo com a gestão municipal e defenderam que a Secretaria de Educação seja conduzida por profissionais da própria rede municipal, que conheçam a realidade das escolas da cidade, e se colocam completamente contrários à nomeação de Sandro Caprino, para Secretário de Educação.

Confira a nota da prefeitura na íntegra:
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