quinta, 23 de maio de 2024

Rainha Elizabeth II morre aos 96 anos, no castelo de Balmoral, na Escócia

Monarca britânica estava em sua residência de férias, o Castelo de Balmoral, na Escócia. Ela teve o reinado mais longo da história do Reino Unido.

 

Da redação

 

A Rainha Elizabeth II morreu nesta quinta-feira, 8 de setembro de 2022, aos 96 anos, no castelo de Balmoral, na Escócia. O anúncio foi feito pelos canais oficiais da família real britânica.

“A rainha morreu pacificamente em Balmoral esta tarde. O rei e a rainha consorte permanecerão em Balmoral esta noite e retornarão a Londres amanhã”, informou a Casa Real britânica no Twitter.

 

Comunicado oficial sobre a morte de Elizabeth II — Foto: Palácio de Buckingham

 

Os quatro filhos da rainha, Charles, Anne, Andrew e Edward, foram até a Escócia quando foi anunciado que a rainha estava sob supervisão médica. Seu neto, o príncipe William, também foi até o castelo de Balmoral. À tarde, veio a notícia do falecimento. O reinado de 70 anos faz de Elizabeth a rainha britânica mais longeva da história.

Com a morte da monarca, seu filho mais velho, o príncipe Charles, assume o trono de rei do Reino Unido e de outros 14 países que têm o monarca britânico como chefe de Estado, como Austrália e Canadá. No comunicado sobre a morte de Elizabeth ele já é tratado como rei.

 

ESTADO DE SAÚDE – A saúde da monarca foi motivo de crescente preocupação desde outubro do ano passado, quando foi revelado que ela passou uma noite hospitalizada para ser submetida a “exames” médicos que nunca foram detalhados. Desde então, ela reduziu consideravelmente sua agenda, com aparições em público cada vez mais raras e sendo observada caminhando com dificuldade, com o auxílio de uma bengala.

 

Rainha Elizabeth II no castelo de Balmoral, na Escócia, em 6 de setembro de 2022 — Foto: Jane Barlow/Divulgação via Reuters

 

O evento preocupante mais recente foi a cerimônia de nomeação da nova primeira-ministra britânica, Liz Truss, na terça-feira (6). Na ocasião, Elizabeth II transferiu, pela primeira vez na história, a cerimônia para o Palácio de Balmoral, onde ela estava. Até então, todos os premiês anteriores haviam sido nomeados no Palácio de Buckingham, em Londres.

Uma foto do encontro divulgada pelo Palácio de Buckingham, que mostra a rainha cumprimentando Truss, provocou inquietação porque, segundo analistas, a mão da rainha parecia muito arroxeada.

Em maio, Elizabeth II foi substituída pelo príncipe Charles na abertura oficial dos trabalhos no Parlamento do Reino Unido. Também foi a primeira vez que um monarca não presidiu essa sessão.

 

A saúde da monarca foi motivo de crescente preocupação desde outubro do ano passado

 

A participação da rainha foi reduzida nas festividades do Jubileu de Platina, série de eventos que celebrou os 70 anos de seu reinado, no início de junho. Além da agenda enxuta, ela cancelou participação em uma missa durante o evento por se sentir indisposta.

Desde os primeiros problemas de saúde, no entanto, o Palácio de Buckingham falou muito pouco ou emitiu notas contidas sobre o estado de saúde da rainha, sempre se referindo aos problemas como indisposições.

(Com informações G1)

 

VELÓRIO E SEPULTAMENTO – O velório de Elizabeth II deve durar mais de 10 dias. Seu corpo será levado a Westminster, onde fica o governo britânico. Primeiro, como acontece normalmente com personalidades de todo o mundo, o velório deverá ser restrito a amigos e familiares.

Em seguida, as portas serão abertas. Britânicos e pessoas de todo o mundo poderão percorrer um corredor para ver a urna funerária da rainha, fazer orações e prestar suas últimas homenagens.

No dia do sepultamento, o governo decretará feriado nacional. Milhões de pessoas devem tomar as ruas de Londres para homenagear a rainha.

O cortejo fúnebre levará o corpo de Elizabeth II até a Abadia de Westminster, enquanto os sinos do Big Ben badalarão, exatamente às 11h da manhã.

Após uma cerimônia religiosa de corpo presente, um novo cortejo levará o caixão de Elizabeth II até o Castelo de Windsor, onde será sepultado na Capela de São Jorge, ao lado dos restos mortais do pai dela, o rei George VI.

 

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