terça, 10 de março de 2026

Retorno de adolescentes para a zona azul ainda não tem data prevista

Publicado em 31 ago 2020 - 11:38:13

           

Divulgação de MP que permite a suspensão de contratos de trabalhadores por mais 60 dias surpreendeu a Associação

 

Letícia Azevedo

 

Cerca de 190 jovens já formados pela Guarda Mirim de Ourinhos, terão que aguardar por mais algum tempo para começarem a exercer as suas funções. Isso por que o Governo Federal permitiu a redução e suspensão da jornada de trabalho por mais 60 dias, totalizando até o momento 120 dias.

Atualmente, apenas os jovens que atuam em empresas e órgãos da Prefeitura, retomaram os seus postos de trabalho, na segunda-feira, 17, de agosto. Os jovens que trabalhavam na Zona Azul, ainda não retornaram as suas atividades.

 

MAX JARDIM ARCE – “É de extrema importância cuidar desses jovens. E é também de nossa responsabilidade, o que não deixamos de lado de maneira alguma”.

 

Segundo o presidente da AMO-SIM (Associação Mirim de Ourinhos e Serviço de Integração de Meninas), Max Jardim Arce, apenas os 80 jovens que atuam em empresas podem ser devidamente monitorados. “Infelizmente é um risco deixar os jovens nas ruas. Os que estão nas empresas, podem ser monitorados tanto por nós, quanto pelos empresários. Apesar de estarmos realizando as testagens periodicamente, é humanamente impossível controlar a todos”.

Os jovens que atuam na Prefeitura estão realizando testes na “Casa Rosa”. Os que trabalham nas empresas também estão sendo acompanhados por cada empresário. “É de extrema importância cuidar desses jovens. E é também de nossa responsabilidade, o que não deixamos de lado de maneira alguma”.

Max informou também que os jovens que já se formaram na Associação e que aguardam o fim da pandemia para serem contratados, continuam sendo acompanhados pela AMO-SIM. “Nós estamos realizando visitas periódicas, atendendo na medida do possível, as necessidades deles e da família. Eles não estão abandonados”.

De acordo com o presidente da AMO-SIM, os jovens que trabalhavam na Zona Azul permanecem com os contratos de trabalho suspensos por prazo indeterminado. “Esses meninos e meninas estão hoje afastados e recebendo o auxílio emergencial do Governo Federal. Portanto não estão sem renda alguma. Nós recebemos muitos questionamentos dos guardinhas e das famílias, querendo uma resposta sobre o retorno deles nas ruas, mas isso por enquanto é uma incógnita para nós. A única coisa que pedimos é que eles não se preocupem, pois ninguém ficará desamparado”.

 

AMO-SIM – Instituição continua visitando jovens que ainda não iniciaram os trabalhos por conta da pandemia

 

No momento, a Zona Azul, que retornou seu funcionamento no dia 20 de julho, está sendo operada apenas por adultos. Foram 14 pessoas contratadas, primeiramente em caráter temporário. Entre as 14, 6 pessoas já eram colaboradoras internas da AMO-SIM. “São funcionários que trabalhavam como motoristas, no setor de limpeza, enfim conosco na Instituição, e que receberam treinamento para atender as necessidades da Zona Azul. Por isso, no momento, a Zona Azul está atendendo apenas a região central”.

A Zona Azul é uma das duas únicas fontes de arrecadação da AMO-SIM. Toda a renda arrecadada através da venda dos talões é revertida para a operacionalidade da instituição e também para o pagamento dos salários dos jovens. “Esse dinheiro é a principal fonte de custeio da nossa entidade. Por isso é importante que as pessoas continuem adquirindo os talões e também respeitando a rotatividade das vagas. Estamos sim em número reduzido, mas continuamos nos principais pontos da região central”.

O retorno da operacionalidade da Zona Azul foi 100% viabilizado pela Prefeitura Municipal, que aparentemente compreendeu a necessidade da arrecadação. “Temos que agradecer o poder Público que permitiu o nosso retorno as atividades. Apesar dos jovens não estarem nas ruas, nossos colaboradores continuam com o trabalho, ajudando na nossa arrecadação”.

Max também mencionou o apoio da Associação Comercial no retorno das atividades. “Não podemos deixar de mencionar o apoio da ACE, que nos apóia em diversas ações. Eles entendem que nós contribuímos com a regulação e ordenamento do trânsito, no controle e do uso das vagas, que surtem efeitos diretos nos resultados do comércio”.

Hoje a AMO-SIM mantém cerca de 200 guardinhas, 80 trabalhando nas empresas e o restante em suspensão de contrato, recebendo o auxílio emergencial vindo do Governo Federal.

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