terça, 21 de maio de 2024

Rio Paranapanema é roteiro de Expedição Aérea

Assessoria de Comunicação

Documentar as belezas, histórias e preservação do Rio Paranapanema. Estes são os objetivos da expedição do piloto e ambientalista Lu Marini. Com o projeto “Rastreando o Rio Paranapanema”, ele deverá percorrer os 929 km de extensão do rio, por terra e ar, com um paramotor, registrando em fotos e vídeos as características, curiosidades, comunidades e ações de conservação ambiental. A iniciativa é patrocinada pela Duke Energy – empresa que opera oito usinas hidrelétricas ao longo do Paranapanema – e o piloto começa sua trajetória na terça-feira (22), Dia Mundial da Água.

De acordo com Lu Marini, a expedição busca retratar o Paranapanema, um divisor natural dos Estados de São Paulo e Paraná, abordando sua importância nos contextos ambiental, histórico e humanístico. “Este rio foi escolhido por ser considerado um dos mais limpos do Brasil. Já fiz a expedição na poluição do rio Tietê e na seca do rio São Francisco, agora quero apresentar esse contraste”, afirma.

Para André Guimarães, da área de Relações Institucionais da Duke Energy, o projeto, patrocinado via Lei Rouanet, vai ao encontro da proposta da companhia, que atua na geração de energia com responsabilidade socioambiental. “Além de gerar energia limpa, temos a preocupação de preservar os recursos naturais, assim como a qualidade da água e o desenvolvimento dos peixes, importantes para a cultura da pesca e o turismo das comunidades próximas ao Paranapanema”, enfatiza.

A previsão é de que a expedição dure aproximadamente 15 dias, uma vez que Lu Marini vai sobrevoar e percorrer por terra desde a nascente do rio, na Serra Agudos Grandes, no município de Ribeirão Grande, até a foz no Rio Paraná, na cidade de Rosana, documentando geografia, flora e fauna. 

Durante a expedição ele irá colher relatos nas comunidades e registrar importantes ações, dos setores público e privado, que visam a preservação do rio. Todo este material será reunido em um documentário, a ser lançado em agosto, mês do aniversário do Paranapanema, juntamente com um livro e uma cartilha sobre o rio.

“O projeto terá foco no público infantojuvenil com o objetivo de promover, desde cedo, a conscientização ambiental. Uma das ideias é que o livro seja utilizado nas escolas, contribuindo para o desenvolvimento de cidadãos conscientes com o futuro do planeta”, acrescenta o piloto.

Contra a dengue

Ainda dentro do cronograma do projeto, Lu Marini inclui uma experiência inédita com o intuito de ajudar a população no combate à dengue. Durante a expedição, ele e sua equipe distribuirão mais de 100 mil sementes de crotalária, planta que atrai a libélula, predadora natural do Aedes Aegypti, colaborando para reduzir sua proliferação. 

Simultaneamente, o piloto pretende fazer um mapeamento através do GPS, durante seus voos, com o objetivo de registrar as coordenadas de possíveis focos de criadouros do mosquito, para serem entregues às autoridades locais. “Com este projeto inédito, queremos contribuir com os municípios para que juntos possamos enfrentar esse problema tão sério que vem assustando os brasileiros. Isso torna a minha aventura ainda mais especial”, comenta Lu Marini.

Rastreando experiências

Criada por Lu Marini, a série “Rastreando” surgiu com o objetivo de explorar rotas pelo mundo, em busca de histórias, experiências, imagens surpreendentes e muita adrenalina, em aventuras jamais realizadas com um paramotor. Somente no Brasil foram seis grandes expedições inéditas, totalizando mais de 16 mil km percorridos, passando por 22 Estados e mais de 500 municípios. 

No México, em 2012, Lu Marini sobrevoou a rota dos vulcões e conquistou o recorde Pan Americano de altitude, voando a mais de 5 mil metros sobre o Popocatépetl e tornando-se o único piloto do mundo a sobrevoar um vulcão em atividade a esta altitude.

No ano seguinte, o desafio foi sobrevoar a rodovia Transamazônica. Foram 40 dias de aventura, mais de 4.000 quilômetros e voos históricos, como o realizado sobre a Floresta Amazônica.

A Duke Energy Brasil opera e administra oito usinas hidrelétricas instaladas ao longo do rio Paranapanema e duas pequenas centrais hidrelétricas no rio Sapucaí-Mirim, com um total de 2.274 megawatts (MW) de capacidade instalada. Em 2014, a companhia gerou 11,2 milhões de MWh, energia suficiente para abastecer 5,6 milhões de famílias ou 22 milhões de habitantes. Com cerca de 300 empregados no país, a Duke Energy Brasil representa o maior investimento internacional da norte-americana Duke Energy Corp.,a maior companhia de serviços públicos dos Estados Unidos.

 

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