sexta, 1 de maio de 2026
Publicado em 01 maio 2026 - 11:39:08
Com maioria dos parlamentares em sua base de apoio, o último pedido foi vencido por 9 votos a 5
Hernani Corrêa
Está parecendo rotina as últimas sessões da Câmara Municipal de Ourinhos. Nas últimas semanas, três munícipes apresentaram requerimentos solicitando ação e investigação dos vereadores em relação à administração do prefeito Guilherme Gonçalves.
O último pedido foi apresentado na sessão de segunda-feira, 27, pela munícipe Camila Pires de Oliveira Kakitani e lido na íntegra pelo vereador secretário da Casa, Anísio Felicetti.

O QUE PEDIU A REQUERENTE: Camila solicitou “Instauração de Processo de Impeachment em face do Prefeito Municipal de Ourinhos, Guilherme Andrew Gonçalves da Silva em razão de grave, reiterado e sistêmico conjunto de ilegalidades administrativas, financeiras e institucionais, que configuram, em tese, crimes de responsabilidade, atos de improbidade administrativa e ilícitos penais”, de acordo com o requerimento.
O requerimento é muito bem fundamentado, repleto de apontamentos de irregularidades através de documentos.
Veja abaixo os tópicos:
SÍNTESE DO QUADRO FÁTICO: COLAPSO DA GOVERNANÇA PÚBLICA – “é um modelo de gestão que desrespeita a lei, afronta a população e coloca em risco o futuro da cidade”, de acordo com a requerente.
E cobra ação imediata do Legislativo: “Os documentos são claros, os fatos são graves e o silêncio institucional, até aqui, é inaceitável”. Ainda, segundo ela, ”é um modelo de gestão estruturalmente viciado, marcado por: descontrole administrativo, fragilidade deliberada de mecanismos de fiscalização, concentração indevida de funções, direcionamento de contratações, possível desvio de recursos públicos e comprometimento direto de políticas públicas essenciais (especialmente Saúde e Educação)”.
DOS PRINCIPAIS EIXOS DE IRREGULARIDADE
Gravidade jurídica: desvio de finalidade, dano ao erário, possível peculato-desvio (art. 312 CP), improbidade (arts. 10 e 11 da Lei 8.429)
Segundo a denunciante, “mais de R$ 582 mil — dinheiro carimbado para alimentar crianças — foi movimentado de forma que levanta fortes indícios de irregularidade”.
Que conclui a denunciante ser “um sistema sem controle — ou com controle concentrado, com servidores acumulando funções que deveriam ser separadas: (quem contrata, quem fiscaliza, quem executa Tudo nas mesmas mãos)”.
A denúncia vai muito além e cita que “uma equipe de “apoio às licitações” com mais de 40 que sequer atuam, sem mencionar na falta de qualificação técnica. É só mais um subterfúgio para cabide de emprego e descaso com dinheiro público”.
Ainda dentro do requerimento de Camila Kakitani, devidamente argumentados e documentados:
RESPONSABILIDADES DO PREFEITO – Na sequência, a denunciante cita as responsabilidades (direta ou por omissão grave no dever de controle) do prefeito Guilherme Gonçalves, baseada em Lei e Artigos.
Segundo ela, “a estrutura apresentada revela: falha sistêmica de governança; ausência de controle interno e tolerância ou anuência com irregularidades”.
E justifica a responsabilidade do prefeito, afirmando que: “não existe gestão sem comando, não existe estrutura sem responsabilidade. E, se há descontrole, há responsabilidade, se há irregularidade, há comando.”

JURÍDICO – No documento, a denunciante fundamenta juridicamente suas acusações de Crimes de Responsabilidade, Improbidade Administrativa e Crimes Penais. E desafia os vereadores da Câmara Municipal: “vai cumprir seu dever constitucional ou se omitir mais uma vez?”
E finaliza pedindo:
RESULTADO DA VOTAÇÃO – Após o requerimento ser lido, os vereadores votaram conforme o quadro em destaque nessa matéria. Apenas Cícero Investigador, Gil Carvalho, Kita, Vadinho e Wesley Carlos votaram a favor de aceitar a denúncia.
Os demais votaram contra, como praticamente fizeram nas outras ocasiões que outros requerimentos no mesmo sentido, foram apresentados.
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