segunda, 9 de março de 2026
Publicado em 10 set 2024 - 12:11:54
Especialista alerta sobre os riscos respiratórios e cardiovasculares, recomendando cuidados para enfrentar o calor e a poluição na região.
Alexandre Mansinho
A intensa fumaça das queimadas, somada ao clima seco, tem causado grandes preocupações na região de Ourinhos e no Sudoeste Paulista. Segundo o Dr. José Luiz de Lima, especialista em saúde preventiva, a poluição gerada por esses fatores não afeta apenas o meio ambiente, mas também a saúde de milhares de pessoas, principalmente aquelas com doenças respiratórias e cardiovasculares.
“O problema é muito sério, nós estamos pagando um preço por não dar a atenção devida ao meio ambiente”, destaca o Dr. José Luiz, referindo-se ao aumento dos casos de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) e de complicações cardíacas causadas pela inalação de partículas tóxicas suspensas no ar.
Para quem sofre com problemas respiratórios, o uso de umidificadores pode parecer uma solução, mas o especialista alerta sobre os riscos. “Humidificadores não são a melhor solução, esses aparelhos aumentam o número de fungos no ambiente, o que acaba atacando os pulmões”, explica. Ele sugere alternativas simples e acessíveis, como manter uma bacia de água nos cômodos. “O espelho d’água vai aumentar a evaporação e acaba sendo mais saudável e mais barato”, recomenda.
Além disso, o uso de aparelhos como ar-condicionado e ventiladores requer cuidados especiais. “O ar-condicionado ajuda a manter o ambiente em uma temperatura mais agradável, mas não é acessível a todos. Infelizmente, o calor excessivo tem causado até a morte de pessoas mais sensíveis, como idosos ou pessoas com saúde frágil”, lamenta o médico. Ele reforça que ventiladores e ar-condicionados não devem ser direcionados diretamente para as pessoas. “Isso pode ser nocivo e provocar pneumonia. Esses aparelhos devem estar na direção da bacia d’água, o que ajuda a umidificar o ambiente de forma saudável”, orienta.

Para enfrentar o calor, o especialista também sugere soluções econômicas: “Toalhas molhadas no quarto, garrafas pet com água congelada, essas soluções mais baratas e acessíveis são benéficas para enfrentar o calor”, afirma.
Outro ponto crucial é a hidratação e a alimentação. “Tomar água é importante, sempre levar uma garrafa com água fresca. Ingerir sais minerais, principalmente os que estão presentes nas frutas e verduras, como melancia e laranja, é essencial”, aconselha o Dr. José Luiz. Ele ainda sugere evitar líquidos industrializados, dando preferência a sucos naturais.
O consumo de alimentos ultraprocessados, como embutidos, também é desaconselhado. “Alimentos com excesso de conservantes não são benéficos para a saúde, sobretudo nesses tempos de secura, eles contém substâncias que são nocivas e, segundo pesquisas, estão relacionadas ao surgimento de doenças crônicas”, alerta o especialista.
O médico ressalta que, além de cuidados gerais, grupos vulneráveis como crianças, idosos, grávidas e pessoas com doenças respiratórias devem redobrar a atenção, evitando o contato com cinzas e a exposição prolongada à fumaça.
Imagem: Arquivo Pessoal.
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