terça, 10 de março de 2026
Publicado em 17 abr 2020 - 22:24:41
Segundo o presidente da Associação Mirim tudo foi feito de acordo com a medida provisória do governo
Marcília Estefani
Na manhã desta sexta-feira, 17, a Associação Mirim de Ourinhos e Serviço de Integração de Meninas suspendeu temporariamente o contrato de todos os jovens e adolescentes contratados pela associação, que prestavam serviços na zona azul e na Prefeitura de Ourinhos.
A crise começou logo após a formatura de 140 novos guardinhas, ocorrida alguns dias antes do início da quarentena para impedir a propagação do coronavírus. Por determinação do Ministério do Trabalho, os menores aprendizes ou ‘guardinhas’ foram afastados de suas atividades, o que afetou a arrecadação referente à venda dos talões para estacionamento na zona azul.
Com a interrupção das vendas, cerca de R$ 60.000 mensais deixaram de ser arrecadados, impossibilitando por parte da entidade AMO-SIM o pagamento do salário de todos os guardinhas.
Segundo o Presidente da Associação Mirim, Max Jardim Arce, a renda total da associação foi muito comprometida, mesmo recebendo o repasse mensal da prefeitura. “Foram pagos em primeiro lugar os funcionários da associação e os guardinhas que prestam serviços para empresas particulares, que também estão afastados das funções por determinação legal. Os 80 guardinhas da zona azul e os 26 da prefeitura ainda estão pendentes”.

O presidente ressaltou que os meninos e meninas não foram dispensados, apenas tiveram seus contratos de trabalho suspensos. “Tudo foi feito conforme permite a medida provisória do governo, estabelecida neste período de pandemia, pelo prazo máximo de 60 dias, e posteriormente, eles poderão voltar. Agora estamos buscando alternativas para pagar o mais rápido possível todo o pessoal que ainda não recebeu”.
Neste período os jovens serão enquadrados no auxílio emergencial do governo, através de um cálculo especial para jovens aprendizes.
Sensível a situação da Associação Mirim, a Prefeitura de Ourinhos estuda um projeto de lei, avaliando as questões financeiras e jurídicas, sobre a possibilidade de realizar um repasse que complemente o valor que não foi arrecadado pelo serviço da Zona Azul.

© 1990 - 2023 Jornal Negocião - Seu melhor conteúdo. Todos os direitos reservados.