terça, 10 de março de 2026

Sobrevivente de acidente com embarcação em Timburi conta como aconteceu o acidente

Publicado em 16 dez 2020 - 10:34:03

           

José Adail da Cunha usou a embalagem com ar para ter fôlego e nadar até a margem, em Timburi (SP). Companheiro de pescaria desapareceu

 

Da redação

 

Um saco plástico de 12 litros fechado foi o que salvou a vida do pescador José Adail da Cunha, de 56 anos, após o barco dele virar no rio Paranapanema, em Timburi (SP). Ao G1, José relatou que o ar contido na embalagem foi literalmente o último fôlego para conseguir forças e nadar até a margem.

O barco virou a aproximadamente 100 metros da margem do rio na segunda-feira (14). O amigo, ex-vereador Juraci Poma Tomaz, de 58 anos, também estava na embarcação e sumiu no rio. Ele está sendo procurado por bombeiros de Ourinhos desde terça-feira (15).

De acordo com José, ele e o amigo estavam pescando, quando a chegada da chuva fez Juraci acelerar o motor do barco, de 25 Hp, para alcançarem mais rapidamente a margem do rio.

Juraci Poma Tomaz desapareceu durante uma pescaria perto da represa Chavantes — Foto: Reprodução

 

“Só que depois de 50 metros, ele perdeu o controle do leme e o barco fez um movimento brusco para o lado. Fomos jogados no rio”, afirmou.

O pescador conta que os dois amigos boiaram no rio enquanto o barco seguia descontrolado, em alta velocidade, em círculos. Foi quando José pegou o saco plástico de 12 litros, fechado com um nó, que estava na embarcação. Dentro dele havia uma capa de proteção contra a chuva, além de uma embalagem com iscas.

“Falei pra ele [Juraci] pegar uma garrafa PET que estava a uns dois metros dele, mas ele não pegou”, conta.

O pescador ainda relata que como estava cansado, sem forças para nadar, usou o último recurso para tentar sobreviver.

“Eu abri o saco plástico e respirei todo o ar contido na embalagem. Nadei e alcancei a margem do rio. Fui salvo por um saquinho de 12 litros”, ressalta.

 

Bombeiros iniciaram as buscas no rio Paranapanema — Foto: Arquivo Pessoal/Minuto do Amorim

 

Já em terra firme, ele viu o amigo afundar duas vezes até desaparecer. O barco, após vários movimentos circulares, bateu na margem e seguiu em linha reta por mais 500 metros para o meio do rio, onde o motor desligou.

José foi quem pediu socorro e, logo depois, uma equipe do Corpo de Bombeiros foi ao local para iniciar as buscas. “Estou sem forças. Ele era meu grande amigo”, conta emocionado.

O trabalho de buscas por Juraci foi retomado nesta quarta-feira (16), com a presença de José, para indicar o local exato aos bombeiros.

 

 

 

 

 

 

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