quarta, 17 de julho de 2024

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Publicado em 16 maio 2015 - 01:35:40

           

POLUIÇÃO VISUAL – Além da sujeira provocada por cartazes pregados em postes e placas de sinalização, o exagero nos painéis fixados nas fachadas das lojas no centro da cidade provoca poluição visual e esconde prédios antigos que poderiam ser restaurados. Alguns comerciantes se recusam a cuidar de uma árvore plantada em frente ao seu estabelecimento, com receio que escondam a fachada. Nem percebem a feiura.  

CIDADE SUJA – O vereador Alexandre Zóio sugeriu que a Prefeitura instale lixeiras em volta do lago da Unimed. Será que ele sabe que a cidade não possui lixeiras nem na região central, local de grande fluxo de pedestres?

CADÊ A CONCHA? – Já estamos vivendo o terceiro ano do mandato da atual prefeita, e a população continua sem informações a respeito da construção da Concha Acústica, que caiu no final do governo Toshio, antes da obra ser concluída. A Prefeitura investiu quase R$ 500 mil na obra, através de convênio com o governo do Estado e recursos próprios. Enquanto a administração municipal e a construtora jogam a culpa uma na outra, o dinheiro público escorre pelo ralo. 

POBRE DA VINCI – Acostumado a exagerar nos elogios e sem medo do ridículo, o ex-diretor de Cultura e ex-professor de artes Francisco Cláudio Granja se superou no lançamento do livro do médico Jadir Grilo. Em seu discurso, comparou o autor ao artista renascentista Leonardo Da Vinci.

IMPRENSA COMPRADA – O assunto da última reunião da Câmara foi o dinheiro gasto pela Prefeitura em publicidade, especialmente os recursos destinados a jornais, rádios e sites da cidade. A denúncia foi feita pelo vereador Inácio J.B. Filho, que foi enfático ao dizer que grande parte dos órgãos de imprensa em Ourinhos vive às custas do dinheiro público, e por isso não precisa vender anúncios, tampouco contratar jornalistas. É só reproduzir as matérias feitas pela Prefeitura.

TÁ ERRADO – Os valores repassados aos jornais, sites e TVs da cidade são altos, o que levou o vereador Esquilo a sugerir que sejam reajustados. Isto é um equívoco, pois o problema não é só o valor gasto, mas adequar essas despesas às necessidades reais de realização de campanhas educativas ou de informações de utilidade pública. Os recursos previstos para realização de publicidade não podem pagar a propaganda política da prefeitura, o que costuma acontecer através das matérias publicadas pelos jornais. Esse comportamento tem o nome de manipulação da opinião pública. Em outras palavras, corrupção.

TÚNEL DO TEMPO – Uma análise do atual momento político possibilita enxergar um cenário parecido com o período vivido pelos ourinhenses no final da década de 1990, quando o ex-prefeito Toshio Misato acabou afastado por denúncias de improbidade. As semelhanças: população insatisfeita, governo fragilizado por denúncias de irregularidades na aplicação do dinheiro público, imprensa financiada pela prefeitura, falta de diálogo entre a prefeitura e a Câmara, dívidas da Prefeitura com fornecedores, falta de projetos, crise de autoridade…. Qualquer semelhança não é mera coincidência. 

CONSCIÊNCIA TEM PREÇO, E VOTO TAMBÉM – A farra com recursos públicos na imprensa ourinhense costuma ter seu momento de apogeu durante o período pré-eleitoral. Foi o que denunciou o vereador Inácio J.B. Filho, mostrando os valores gastos pela Prefeitura no ano de 2012, nos meses que antecederam a eleição. Jornais, rádios e sites receberam muito dinheiro para divulgar a propaganda oficial, que ajudou a eleger a atual prefeita Belkis Fernandes.

ENGANANDO O POVO – Quando a Câmara vota contra o pedido de urgência na aprovação de um projeto vindo da Prefeitura, não quer dizer que seja contra o projeto, mas sim que precisa analisar melhor e não pretende aprovar com urgência. Mas não foi isso que a Prefeitura quis explicar para a população em nota enviada para a imprensa e divulgada no jornal Diário de Ourinhos e na Rádio Clube, jogando a população contra os vereadores. Nesse caso a existência da TV Câmara ajuda a esclarecer, colocando os pingos nos is. 

PENSARAM QUE EU SUMI? – Com o período de campanhas políticas se aproximando, prováveis candidatos fazem o possível para serem vistos. O ex-prefeito Toshio Misato durante algum tempo deu a entender que não seria candidato. Porém, nas últimas semanas, Toshio tem aparecido sorridente em fotos ao lado da prefeita Belkis, alimentando boatos a respeito de sua participação nas próximas eleições. 

SANGUE NOVO – Enquanto o grupo ligado ao ex-prefeito tenta convencer Toshio a concorrer novamente para prefeito nas próximas eleições, surge um novo grupo em torno do nome do ex-presidente da Câmara Lucas Pocay, que não tem perdido tempo e revela flexibilidade nas articulações políticas. 

INQUÉRITO – A promotoria de Meio Ambiente acatou pedido de munícipes que reclamam do alto volume de som nos eventos realizados no Recinto da Fapi. O processo inclui centenas de assinaturas, e foi transformado em inquérito policial que deverá apurar responsabilidades. A população residente na região próxima ao Recinto da Fapi cresceu muito nos últimos anos, e o espaço não dispõe de recursos para diminuir o incômodo causado pelo barulho excessivo, que além do desconforto pode causar doenças. 

EM BOCA FECHADA NÃO ENTRA MOSQUITO – Vereadores da base aliada à prefeita Belkis entram mudos e saem calados das sessões da Câmara. Assistem perplexos aos discursos oposicionistas, sem conseguir articular palavras em defesa da atual administração municipal.

MAL NA FITA – A vaia à prefeita Belkis na festa do Dia do Trabalho no Clube dos Comerciários foi recebida com espanto e medo pela cúpula da administração. Com a Fapi chegando, a equipe de Belkis teme por uma vaia gigantesca na abertura oficial da festa. Alguns secretários defendem até o não comparecimento da prefeita.

DE VOLTA AO ACONCHEGO – Na festa do Dia do Trabalho, o presidente do Sindicato, Bruzarosco, teve que intervir pedindo, em vão, pelo fim das vaias. Articulador político e secretário municipal nos governos do ex-prefeito Toshio, Bruzarosco apoiou Claury nas eleições de 2012, mas ao que tudo indica, está voltando para o grupo Toshio-Belkis.

DIREITO DE RESPOSTA, MAS NÃO MUITO – O radialista Geraldo Laperuta informou à reportagem que os microfones da Rádio Clube estavam abertos para qualquer vereador se manifestar sobre as críticas que fez aos parlamentares na semana passada em seu programa. O vereador Inácio J. B. Filho contestou a declaração dizendo que pediu direito de resposta a direção da Rádio que negou, e avisou, só por via judicial.

CADÊ O DECORO PARLAMENTAR? – O pronunciamento do vereador Dr. Salim Matar, na última sessão envergonhou a Câmara de Ourinhos, entrando para história como uma das maiores aberrações do Poder Legislativo Municipal. Em tom de briga de rua, o vereador, escondendo-se atrás da máscara da imunidade parlamentar, desferiu ataques pessoais e ofensas. A Comissão de Ética e Decoro Parlamentar tem a obrigação de analisar a atitude do vereador, afinal a tribuna da Câmara é lugar para defender a população e não para brigas pessoais, seja com quem for.

MEMÓRIA FRACA – No mesmo discurso Dr. Salim deu mostras de falta de memória, já que pareceu ter esquecido de um pronunciamento histórico, no qual afirmou que deveriam jogar uma bomba atômica em Ourinhos. O fato foi alvo de piada na cidade e manchetes em jornais da época. Na ocasião Dr. Salim disse: “Se nada está indo bem na cidade, então devemos explodir uma bomba atômica em Ourinhos”. Ante os risos dos colegas, o vereador tentou se corrigir: “Talvez seja um pouco de exagero”.

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