domingo, 14 de abril de 2024

Vereadora de Salto Grande denuncia discurso ofensivo de prefeito durante live

Monica Cury (MDB) diz que reação do chefe do executivo foi motivada por denúncia que ela fez ao Ibama de obras irregulares no leito do Rio Paranapanema. Prefeito Mário Rosa (PL) disse que se trata de perseguição política.

 

Da redação

 

Uma vereadora de Salto Grande (SP) denunciou nas redes sociais que foi ofendida pelo prefeito da cidade durante uma live realizada no início deste mês de março.

A parlamentar Monica Cury (MDB) fez uma postagem no Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, com trecho da live em que o prefeito Mário Rosa (PL) responde de forma debochada uma internauta durante a sua fala sobre uma denúncia, feita pela vereadora, sobre obras no Rio Paranapanema que banha a cidade.

 

 

Sem citar nomes, o prefeito falava que que iria contar para a população quem era a pessoa que fez a reclamação sobre as obras de abertura de um canal no rio em uma área de ranchos. Nesse momento, uma internauta escreveu “falta de sexo” e o prefeito concorda e responde: “Acho que falta sexo lá, tem que melhorar, porque não é possível uma pessoa ficar perturbando assim a administração municipal”.

Ao g1, a vereadora contou que fez uma queixa ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) sobre ações da prefeitura que estariam prejudicando o Rio Paranapanema, entre elas o desmatamento do bambuzal no entorno do rio e a construção de plataformas.

Ainda na live, o prefeito cita outra denúncia em relação à Santa Casa da cidade também feita pela vereadora por meio de um requerimento encaminhado à presidência da Câmara de Salto Grande.

“Já tive de fazer várias representações contra ele, quando ofendida. Mas dessa vez, ele ofendeu um grupo – o das mulheres que, segundo ele, em seu tempo livre, tem de ‘fazer sexo’ no lugar de trabalhar com afinco na defesa do que acreditam”, afirma.

Procurado pela reportagem do g1, o prefeito disse que não iria se manifestar sobre o caso, mas que se trata de uma perseguição política da vereadora que faz oposição ao seu governo.

A vereadora compartilhou o trecho em suas redes sociais no Dia Internacional da Mulher como forma de protesto.

“Não somos objeto e espero que a repercussão desse fato grotesco incentive a discussão para aquilo que as mulheres realmente representam em nossa sociedade, como trabalhadoras, políticas, mães, irmãs.”

 

 

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