segunda, 15 de abril de 2024

Biomedicina UNIFIO parabeniza os profissionais biomédicos e acadêmicos pelo Dia do Biomédico

A data faz alusão ao período em que a profissão foi regularizada no Brasil, por meio do PL nº 6.684 de 3/9/1979

 

 

Rose Pimentel Mader

 

O Dia do Profissional Biomédico é celebrado em 20 de novembro. A data homenageia todas as pessoas que fazem parte desta área fundamental para o processo da saúde, da investigação de novas doenças, estudo e desenvolvimento de vacinas e medicamentos.

O profissional biomédico atua em diferentes locais como: laboratórios, hospitais, clínicas, indústrias, entre outros. Sem dúvida, a biomedicina cumpre um papel fundamental para a sociedade, inclusive diante do cenário da pandemia de Covid-19.

O coordenador do Curso de Biomedicina do Centro Universitário de Ourinhos – UNIFIO e delegado do CRBM-1 na cidade de Ourinhos, o biomédico e professor Dr. Luciano Lobo Gatti, destaca que o Dia do Biomédico surgiu a partir do Decreto de Lei nº 11.339, de 3 de agosto de 2006, que diz: Art. 1º: “Fica instituído o Dia Nacional do Biomédico, a ser comemorado em todo o território nacional, anualmente, no dia 20 de novembro”.

A data faz alusão ao período em que a profissão foi regularizada no Brasil, por meio do Projeto de Lei nº 6.684 de 3 de setembro de 1979. A atividade biomédica está relacionada ao estudo e pesquisa com a finalidade de trazer contribuições à saúde, a partir de análises de estruturas como tecidos, órgãos e células.

O campo de atuação desse profissional contempla não apenas a pesquisa. Segundo Gatti, são mais de 35 habilitações, como: Perfusão Extra Corporea, Aconselhamento Genético, Reprodução Humana, Biomedicina Estética, Banco de Sangue, Diagnóstico por Imagem, Fisiologia do Esporte, Citologia Oncótica, Monitoramento Neurofisiológico Transoperatório, Sanitarista, entre outras.

“O Dia Nacional do Biomédico será comemorado no próximo domingo, 20 de novembro, e esses profissionais da saúde merecem o reconhecimento pelos trabalhos realizados durante a pandemia de Covid-19. Após quase dois anos de atividades ininterruptas, eles continuam a fazer testagens em massa, analisar diariamente o resultado de milhares de exames, pesquisar, desenvolver vacinas e aprová-las junto aos órgãos de saúde pública”, ressalta Gatti.

Professor Dr. Luciano Lobo Gatti, biomédico, coordenador do Curso da UNIFIO e Delegado do Conselho Regional de Biomedicina (CRBM-1)

 

“No Brasil, foram os biomédicos que sequenciaram e fizeram o monitoramento genético do Coronavírus em tempo recorde de 48h. Em todo país, são mais de 83 mil profissionais que continuam a trabalhar na linha de frente no combate à Covid-19.

Com a chegada do SARS-CoV-2 ao Brasil iniciou-se o trabalho de monitoramento genético para averiguar se o vírus apresentava mutações, o que poderia lhe conferir maior patogenicidade. Quem sequenciou o coronavírus no país foi uma biomédica, Jaqueline Goes, profissional muito experiente que já havia atuado no trabalho de combate a outros vírus”, afirma Gatti.

“Fomos todos surpreendidos, vivemos uma guerra com o invisível, um vírus com alta transmissibilidade e disseminação exponencial, espalhado por todo o planeta, trazendo à tona todas as deficiências e fragilidades dos sistemas de saúde e, por se tratar de um vírus novo, não se tem informações sobre o real processo de disseminação, características bioquímicas no meio ambiente e formas eficazes de prevenção”, explica Gatti.

“Onde entra o biomédico nessa história? Qual sua importância e contribuição neste cenário? Somos laboratoristas por excelência, por isso, as testagens sejam elas moleculares (por RT-PCR) ou sorológicas (confirmando a presença de anticorpos) realizadas por biomédicos, tornaram-se essenciais no monitoramento da evolução da disseminação viral e para real confirmação dos casos. Além disso, outros exames foram realizados, analisados e laudados por biomédicos, pois neste momento não existe apenas exames para confirmação de Covid-19. A formação biomédica permite que atuemos nas linhas de pesquisa em busca de vacinas e tratamentos eficazes e lá estamos, além de produzirmos por diferentes metodologia e equipamentos, imagens para o diagnóstico, que em muitos casos tornam-se importantes para auxiliar nas decisões da equipe médica qual estratégia tomar para salvar vidas. Não somos profissionais médicos, não tratamos o paciente, nossa função é usar o conhecimento para garantir que todas as informações fisiológicas, oriundas de técnicas laboratoriais, das mais simples às mais complexas, sob nossa responsabilidade técnica, contribuam para que vidas sejam salvas”, diz Gatti.

“O trabalho do biomédico durante e, com certeza, após a pandemia, será fundamental para manutenção do bem-estar do brasileiro. Estamos no Brasil desde a década de 60 e continuaremos contribuindo para o crescimento da qualidade dos serviços de saúde. Aos acadêmicos de Biomedicina, em especial aos do Centro Universitário de Ourinhos-UNIFIO, e a todos os profissionais biomédicos, parabéns pela data e nossa gratidão por todos os serviços prestados a nossa comunidade”, finaliza o professor e biomédico.

 

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