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sexta, 24 de junho de 2022

CSA realiza evento cultural voltado à Semana de Arte Moderna

Os alunos interpretaram, cantaram e dançaram e reviveram momentos marcantes que aconteceram antes, durante e depois da Semana

 

Rose Pimentel Mader

 

Em continuidade às comemorações da Semana de Arte Moderna de 1922, o Colégio Santo Antônio realizou, no dia 12 de abril, em seu anfiteatro, um belo evento cultural com diversas apresentações artísticas, envolvendo a participação dos alunos do Ensino Médio, Curso-Pré Vestibular e dos 9°s anos do Ensino Fundamental II.

 

Alunos e professores que participaram do projeto

 

Com a realização desse evento, como afirmou a professora de Literatura Henriqueta Maria Cury, o Colégio está retomando as atividades e projetos que tiveram que ser interrompidos no período da pandemia.

Na abertura do evento, a diretora geral do CSA, professora Sueli Carrijo Rodrigues, agradeceu a participação dos alunos, professores e coordenadores pedagógicos  de todos os segmentos, destacando a importância do projeto para que a SAM fosse relembrada.

 

Evento reuniu alunos do Ensino Médio, Cursinho e 9ºs anos do EFII

 

O coordenador pedagógico do Ensino Médio, professor Marcelo Khnayfes, também ressaltou a importância do projeto e a dimensão que ele ganhou com o empenho e a dedicação dos alunos e professores.

Além da professora Henriqueta, participaram do evento os professores Carlos Paiva, de História e Arthur Galdino, de Sociologia e Filosofia.

 

O coordenador do EM Marcelo Khnayfes, diretora Sueli Carrijo, professores Carlos Paiva, Henriqueta Cury e Arthur Galdino

 

“A realização desses projetos culturais tem como proposta ampliar e consolidar os conhecimentos dos alunos, por meio da interdisciplinaridade. Desta forma, os temas e as obras literárias são estudados e explorados sob os mais diversos aspectos por intermédio da contextualização histórica, sociológica e filosófica”, explicou a professora Henriqueta.

 

Professor Carlos Paiva, de História

 

“Os projetos culturais também proporcionam a oportunidade de os alunos mostrarem seu potencial artístico e de participarem ativamente da organização do evento e das apresentações. Neste projeto, assim como em todos os demais já realizados, os alunos interpretam, cantam, dançam, declamam. E essa experiência, que extrapola os limites da sala de aula e propicia a interação com o palco e a plateia, também é valiosa para a formação do aluno e para o seu projeto de vida”, ressaltou a professora Henriqueta.

 

Professora Henriqueta Cury, de Literatura

 

Os professores Carlos Paiva, de História, e Arthur Galdino, de Sociologia e Filosofia, também falaram sobre a importância do projeto.

Carlos Paiva explicou que esses projetos são realizados há mais de 10 anos. “Eles são importantes pois proporcionam uma visão mais ampla do assunto, por cruzar várias disciplinas e contar com a participação de outros professores. Com isso, o aluno tem uma noção mais sistêmica sobre o tema. No caso deste projeto, os alunos puseram “a mão na massa”, ou seja, eles deixam se ser ouvintes para participarem da construção do projeto, o que é muito bom, do ponto de vista pedagógico. Assim, os alunos têm acesso a mais conteúdos referentes ao tema, ajudam a construir, veem a sua criação em ação e se sentem capazes. O projeto também colabora para derrubar barreiras do aluno, como falar em público, ler em voz alta, pegar no microfone, atuar, cantar, tocar; qualidades de que ele vai precisar fora da escola, principalmente, na universidade e que o tornam uma pessoa diferenciada”.

 

Professor Arthur Galdino, de Sociologia e Filosofia

 

“O Projeto da SAM teve tudo isso e os alunos puderam ver a importância do assunto de maneira bem mais ampla, dentro da história brasileira, da arte, da questão social”, afirmou o professor Carlos.

Segundo o professor Arthur Galdino, “a importância desse projeto está na retomada da socialização entre os alunos. Estivemos isolados, alunos e professores, praticamente durante dois anos, sem contato social nenhum, então, a priori, a participação dos alunos vem trazer esse processo de socialização novamente, restituir o contato humano, o processo de empatia e colaboratividade, retomando elementos que foram perdidos durante a pandemia. Além disso, o projeto contribui para a formação de áreas específicas que não são trabalhadas em sala de aula, por exemplo. Trabalhamos com alunos que cantaram, que dançaram, que declamaram, então nós criamos um meio de contribuir para a formação de competências e habilidades que acabam não sendo contempladas em sala de aula”.

 

Espetáculo recriou clima da época

O espetáculo produzido por alunos e professores, englobando diversas expressões artísticas, recriou o clima e situações vividas por ocasião da Semana de Arte Moderna.

Os alunos interpretaram, cantaram e dançaram e reviveram momentos marcantes que aconteceram antes, durante e depois da Semana, vivenciando os conhecimentos sobre o tema, absorvidos nas aulas e, especialmente, nos trabalhos de pesquisa realizados.

 

Os alunos fizeram apresentações de dança

 

Na primeira parte do espetáculo foi realizada a apresentação do projeto sobre os100 anos da Semana de Arte Moderna, a grandiosidade do evento e a sua importância.

 

Também cantaram

 

Na sequência, os professores Henriqueta, Carlos e Arthur fizeram a contextualização política, social, econômica, cultural, pontuando o movimento na linha do tempo.

Na contextualização artística o enfoque para as vanguardas que influenciaram a arte moderna, trazendo uma nova visão de arte, através de uma estética inovadora.

Destaque especial para as apresentações do poema “Os Sapos”, de Manuel Bandeira, com vaias, reproduzindo a situação ocorrida na época em que foi declamado; das Bachianas, de Heitor Villa Lobos, momento em que os alunos abriram guarda-chuvas na plateia, numa alusão à apresentação feita pelo autor na Semana, apoiando-se num guarda-chuva, calçando um pé de sapato e outro de chinelo e a declamação de “Ode ao burguês”, de Mário de Andrade.

 

E interpretaram

 

O espetáculo também destacou a Revista Klaxon (1922) e os manifestos Pau-brasil (1924), Verde-Amarelo (1926) e o Manifesto Antropófago (1928); as fases do modernismo, da arte contemporânea e o legado da Semana de Arte Moderna e suas influências na Bossa Nova, com a apresentação de “Garota de Ipanema” e no Tropicalismo, encerrando com “Aquele Abraço”.

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