quarta, 30 de setembro de 2020

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As pequenas empresas ourinhenses e a pandemia do Coronavírus

Empreendedores buscam formas diferenciadas de ofertar os seus produtos e serviços para sobreviverem

 

Juliana Neves

 

A cada dia que passa aumentam os dados de casos suspeitos e de morte pelo coronavírus no Brasil, fatos que prejudicam o país em diferentes sentidos. Em razão da transmissão do vírus acontecer de forma muito rápida, especialistas apontam o isolamento social como melhor meio de combate, o que levou o governo estadual a decretar o fechamento de vários estabelecimentos.

O brasileiro passou a conviver então com a preocupação do contágio e os problemas com funcionários, fornecedores, impostos e tarifas devidas. Diante da situação preocupante, os pequenos empresários estão tentando se reinventar e/ou buscar soluções para continuar a sobreviver neste momento de crise.

 

LOJA DE CONFECÇÃO – Francielli Santi Moreira é proprietária de uma loja de roupas femininas, e assim que foi declarada a pandemia passou a controlar a quantidade de pessoas em sua loja a cada hora, disponibilizando álcool em gel e higienizando o estabelecimento a todo momento.

Com o decreto, fechou a loja, deu 15 dias de férias para a funcionária e como alternativa divulga seus produtos pelas mídias sociais e leva até as clientes. “Infelizmente, o retorno não é o mesmo. Será um prejuízo necessário, mas que vamos superar”, afirma a empreendedora.

Francielli Santi Moreira é proprietária de uma loja de roupas femininas

 

FÁBRICA DE PIPOCAS – Wagner Aparecido Campos, proprietário de uma fábrica de pipocas, conta que de forma imediata, redobrou os cuidados com a higienização da empresa. Entretanto, antes do decreto estadual, já começou a sentir dificuldades em manter seu negócio, pois vende para vários estados do país e as vendas já tinham parado por conta da pandemia. “Não sabemos se vamos aguentar ficar fechado por mais de 30 dias”, explica.

Ele conta que pretende pagar o funcionário corretamente, mas não descarta a possibilidade de fechar a fábrica e iniciar em outro ramo para conseguir o sustento da casa é grande. “Se não vendemos não temos dinheiro, também não pagamos as contas e vai virando uma bola de neve, temos que esperar agora, ir negociando com os fornecedores de matéria prima”, sintetiza o empreendedor.

Wagner Aparecido Campos, proprietário de uma fábrica de pipocas

 

ACADEMIA – As academias e estúdios de prática de atividade física também estão sofrendo com as medidas de prevenção da doença. De início, os estabelecimentos tentaram manter seus negócios divulgando os benefícios do exercício físico para o aumento da imunidade, que colabora no combate ao vírus.

Débora Freitag, professora de Kangoo Jump, continuou suas aulas orientando as alunas a manter distância uma das outras, com limpeza constante do estúdio, disponibilizou álcool gel, pediu para cada cliente usar sua própria garrafa de água. Explicou também que seriam compreensivas faltas por ocasião de gripes ou resfriados, ou de quem tivesse contato com pessoas vindas de outros locais do estado ou de outros países.

Porém, a partir do decreto do governador, veio a obrigatoriedade de suspender as aulas. Para driblar a situação, a educadora física fornecerá aulas de forma on-line, para que as alunas mantenham o compromisso financeiro.

“Iniciaremos uma variação de treinos diferenciados, já que para as nossas aulas no estúdio utilizamos de uma bota especial. Serão vídeo aulas disponibilizadas em um sistema exclusivo para as alunas que quiserem continuar a se exercitar, além de aulas especiais para as mamães em conjunto com os filhos que estão em isolamento social”, explica Débora.

Débora Freitag, professora de Kangoo Jump

 

MANICURE – Já para a manicure e pedicure Cristiane Yamamoto Komatsu, os reflexos da Covid-19 não comprometeram tanto seu trabalho. Ela continua a oferecer seu serviço sem precisar de uma mudança radical, apenas aumentando os cuidados de higiene, fazendo uso de máscara, luvas e álcool gel.

Segundo Cristiane, que atende suas clientes em domicílio, houve perdas. “Na verdade, perdi algumas clientes por questões financeiras, pois muitas são autônomas e estão paradas. Mesmo não dependendo somente desta renda, foi necessário cortar alguns gastos”, finaliza a manicure.

Cristiane Yamamoto Komatsu, manicure e pedicure

 

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