quarta, 30 de setembro de 2020

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Mulheres ourinhenses se unem na luta contra a violência feminina

Instituído há 9 meses, o “Fórum Permanente de Enfrentamento da Violência Contra as Mulheres” vêm debatendo as dificuldades e desafios desse problema

 

Marcília Estefani

 

No mês de março, o tema da violência contra a mulher assume grande destaque. Por se tratar de um problema complexo, há dificuldade para entender a situação de violência doméstica, para criar serviços que atendam as mulheres em situação de violência e para promover uma cultura de solidariedade.

Em Ourinhos, o Fórum Permanente de Enfrentamento da Violência Contra as Mulheres vem levantando a discussão desse problema. Constituído formalmente em junho de 2019, o Fórum realizou nos meses de agosto, setembro e outubro, entrevistas nos serviços e equipamentos da cidade para desenhar um diagnóstico do fluxo de atendimentos de mulheres em situação de violência.

1º encontro do Fórum realizado na Câmara Municipal de Ourinhos

Em outubro também promoveu um seminário, cujo objetivo foi a apresentação das conclusões obtidas em relação aos casos de violência contra a mulher, e a partir disso, propôs a elaboração coletiva de um fluxo de atendimento. Essa proposta foi plenamente aprovada e já foram realizadas duas reuniões de trabalho, sendo que a terceira está agendada para este mês de março.

O Fluxo de atendimento é uma orientação comum, considerando as funções e características dos diferentes serviços e equipamentos, sejam municipais, estaduais ou não governamentais, para que orientações e assistências possam ser feitas à população.

Segundo a Coordenadora Marisa Barletto, a experiência de construção do fluxo tem sido muito produtiva. “As pessoas se fortalecem ao trabalharem de forma integrada e dialogada. As limitações desse tipo de atendimento em cada serviço são explicitadas e as soluções propostas são realistas, sem ideias mirabolantes ou burocráticas para o cotidiano dos atendimentos. A intenção é ampliar o entendimento do problema da violência contra a mulher e, a partir disso, tornar possível a articulação entre os serviços para a realização dos atendimentos necessários, sem que haja revitimização ou omissão. Aos poucos, vai sendo construída uma cultura para esse tipo de atendimento, com uma prática mais informada e mais solidária”.

Reunião de construção do fluxograma de atendimento

O Fórum Permanente de Enfrentamento da Violência Contra as Mulheres de Ourinhos completa nove meses de atividades. Mas pode-se dizer que ele foi ‘gestado’ há um ano.  Em março de 2019, o Coletivo 8 de Março promoveu dois eventos para o Dia Internacional da Mulher.

Um deles foi o “De Nós pra Nós”, um evento cultural e artístico no Bar Sete Cordas, e que será repetido dia 25 de março de 2020. O outro foi o debate sobre a Violência Contra a Mulher, com uma mesa redonda com os diferentes serviços de atendimento de mulheres em situação de violência em Ourinhos, para debater as dificuldades e desafios desse problema.

Segundo a Coordenadora Marisa Barletto, “houve uma grande participação nesses eventos e depois disso fomos nos reunindo e discutindo os problemas e soluções que vinham sendo levantados, até que em 18 de junho de 2019 formalizamos o Fórum, definido como uma forma de representação da Sociedade Civil, com objetivo de discutir e propor ações para o enfrentamento da violência contra as mulheres em Ourinhos”.

2º encontro do Fórum que contou com a participação de cerca de 50 mulheres

Na avaliação da Comissão Coordenadora, a participação da comunidade tem sido bem significativa. As reuniões gerais do Fórum Permanente de Enfrentamento da Violência Contra as Mulheres de Ourinhos tiveram participação média de 50 pessoas. Já as reuniões da construção do fluxo têm agrupado em torno de 15 pessoas.

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