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quarta, 27 de outubro de 2021

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No enfrentamento à crise provocada pela COVID-19 mulheres conquistam independência profissional

As ‘meninas’ têm empreendido e, mesmo em tempos incertos como os da pandemia, buscam a estabilidade financeira por meio de pequenos empreendimentos

 

Alexandre Mansinho

 

O mundo coorporativo brasileiro está, aos poucos, deixando de ser dominado por homens e contando cada vez mais com mulheres à frente dos mais diversos setores administrativos – inclusive cargos de chefia e presidência.

Tal realidade, cada vez mais visível nas salas de reuniões das empresas por todo o país, também é notada entre as pequenas empresas – popularmente conhecidas como MEI’s (sigla que, para a Receita Federal, significa ‘micro empreendedor individual’). No Sudoeste do Estado de São Paulo e no Norte Pioneiro do Paraná não tem sido diferente – as meninas têm empreendido e, mesmo em tempos incertos como os da pandemia do novo coronavírus, buscam a estabilidade financeira por meio de pequenos empreendimentos.

O Jornal Negocião conversou com cinco dessas “meninas empreendedoras” e procurou entender o que as levou a se tornarem empresárias e, principalmente, o que elas pensam a respeito daquelas mulheres que desejam também ter um próprio negócio e buscar a independência profissional.

 

Amanda Couto Lopes (@amandaa_adesivos.nailsdesigner)

 

Amanda Couto Lopes (@amandaa_adesivos.nailsdesigner), atualmente moradora de Ipaussu/SP, é uma jovem mãe de dois filhos que passou boa parte da adolescência e início da fase adulta procurando se formar para o mercado de trabalho: “fiz vários cursos depois de concluir o Ensino Médio e, depois de algumas boas experiências profissionais, me vi desempregada (…) mesmo tendo um bom currículo, estava difícil me recolocar”.

Foi então que Amanda resolveu empreender e, usando da experiência que já tinha ao ver a mãe trabalhando como manicure, resolveu cair de cabeça no ramo do designer de unhas (#nailsdesigner). “Hoje eu faço meus próprios desenhos, meus próprios adesivos e me especializo para estar antenada nas tendências”.

 

Amanda resolveu empreender e, usando da experiência que já tinha ao ver a mãe trabalhando como manicure

 

Durante a pandemia Amanda passou a atender na própria casa, uma cliente por vez, e sofreu bastante com a crise: “foi difícil, mas agora o trabalho não tem faltado”, comemora.

Daniela Virgínia Depizol (@brechofabriquinharetro), ganhou bastante destaque como artista e se consolidou como cantora nos anos de 2010 até meados de 2019 – sempre fã de música e cultura brasileira, paralelamente tinha um trabalho com a #fabriquinharetrô, uma loja de presentes e enfeites com temas culturais. “Quando eu fiquei grávida da minha filha Olga, precisei largar os palcos e acabei me dedicando mais à loja – o Brechó Fabriquinha Retrô”.

 

Daniela Virgínia Depizol (@brechofabriquinharetro)

 

Com a pandemia as dificuldades se multiplicaram: não havia mais espaço para música ao vivo, as lojas estavam proibidas de funcionar – foi aí que ela resolveu cair de cabeça na garimpagem e nas vendas online: “eu trabalho com livros e pôsteres, mas o meu forte são as roupas (…) eu “garimpo” os produtos já pensando no meu público – roupas vintage, estilos diversos e roupas indianas”. Dani afirma que a visibilidade das redes sociais permitiu que ela trabalhasse atendendo todo o país: “acabei de mandar uma encomenda grande para o noroeste paranaense (…) não tenho nenhum arrependimento das decisões que tomei”.

 

Com a pandemia as dificuldades se multiplicaram e Daniela resolveu se dedicar à sua loja e às vendas online

 

Eliana Aparecida dos Santos (@elianasantos.yoga) é uma mulher que se pode chamar de corajosa – perdeu o emprego por conta da crise do novo coronavírus, mas resolveu investir seu tempo e o pouco dinheiro que tinha para montar o próprio estúdio – Studio Eliana Santos Yoga. “Eu trabalho hoje em um espaço compartilhado, aliás, é algo que tem se tornado comum entre as mulheres empreendedoras, uma ajudando a outra (…) aproveitei os tempos de “portas fechadas” para ler mais e me especializar na minha prática – além de atender com aulas remotas”.

 

Eliana Aparecida dos Santos (@elianasantos.yoga)

 

Eliana diz que os problemas de depressão, ansiedade e toda a sorte de distúrbios foram agravadas com a pandemia, dessa forma, a Yoga se tornou ainda mais um caminho para a saúde mental e o bem-estar: “eu mesma sofro com ansiedade, mas o apoio da família, amigos e das minhas alunas foi o impulso que eu precisava para permanecer firme (…) acredito que todas as meninas que desejem ter o próprio negócio, devem buscar apoio, conhecimento, mas não devem deixar se pautar pelo medo”, completa.

 

Eliana perdeu o emprego por conta da crise do novo coronavírus e resolveumontar o próprio estúdio

 

Josiane Teixeira Dias, mais conhecida como Joh Dias (@hair_johdias), é um caso raro de alguém que, mesmo sendo formada em Pedagogia, desde muito jovem já sabia que sua carreira seria na área da beleza.

 

Josiane Teixeira Dias, mais conhecida como Joh Dias (@hair_johdias)

 

Começou como manicure, entrou em um salão de cabeleireiro como ajudante e, em 2019, resolveu se encher de coragem e assumir o próprio estúdio: “eu trabalhava com um parceiro, até que ele ofereceu para que eu me tornasse empresária (…) foi uma decisão de coragem, pouco tempo depois veio a crise da COVID-19 e as coisas ficaram mais difíceis, mas nunca tive dúvidas de que havia tomado a decisão certa”.

 

Em 2019 resolveu se encher de coragem e assumir o próprio estúdio, logo veio a pandemia e tudo ficou muito difícil

 

Joh é mãe de uma adolescente e afirma que já sentiu a pressão e o medo de fracassar como empreendedora e não conseguir cumprir com seus compromissos financeiros, mas hoje continua se aperfeiçoando com diversos cursos na área hair e afirma: “minha agenda está sempre cheia de clientes, não tenho do que reclamar”.

Tammy Fernandes do Prado (@tammyf.prado) é terapeuta floral e, depois de já ter tido experiências profissionais como produtora e outros cargos, acabou descobrindo na terapia com florais de Bach um apoio para um problema familiar e, posteriormente, uma profissão.

 

Tammy Fernandes do Prado (@tammyf.prado) é terapeuta floral

“Meu filho adolescente tem hiperatividade e altas habilidades, além de ter problema em respeitar ordens (…) tal situação acabou fazendo com que, mesmo sendo um menino inteligente, ele tivesse diversos problemas na escola (…) sem querer usar os remédios “tarja preta”, resolvi buscar uma opção para ele (…) acabei encontrando os Florais de Bach e, após me formar e me aprofundar bastante na ciência, eu mesma fiz uma fórmula para meu filho e, hoje, ele melhorou muito e já não tem os problemas que tinha no ambiente escolar”.

 

Acabou descobrindo na terapia com florais de Bach um apoio para um problema familiar e uma profissão

 

Tammy acabou escolhendo o ano de 2020, a pior fase da pandemia, para empreender: “a pandemia agravou os problemas psíquicos e o auxílio da terapia floral, juntamente com a escuta, têm sido muito procurado: “não tenho mais espaço na minha agenda, realmente tomei uma decisão acertada (…) recomendo a todas que, depois de encontrarem qual é o ramo de negócio no qual tenham competência, procurem se formar e mergulhem no empreendimento”.

São várias as instituições, associações e entidades que têm programas para ajudar as mulheres empreendedoras – quer seja para superar dificuldades comuns em um negócio que está começando ou até mesmo para entender melhor como funciona o mercado consumidor e as burocracias documentais necessárias. Em Ourinhos/SP o Sebrae tem um programa especializado em dar consultoria e promover cursos para as “meninas empresárias” – Sebrae DELAS.

Quem quiser maiores informações, ou até mesmo saber sobre os cursos, pode entrar em contato pelo (14) 3302-1370, ou visitar a sede do SEBRAE na Rua dos Expedicionários, 651 – Centro.

 

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