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segunda, 20 de setembro de 2021

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7 de Setembro em Ourinhos, é marcado por manifestações pró e contra o governo

Marcília Estefani

Brasileiros de todo o país foram para as ruas na terça-feira, 7 de setembro, data em que se comemora a Independência do Brasil. Este ano de 2021, ficou marcada por manifestações pró e contra o governo Bolsonaro.

Em Ourinhos, a Associação Comercial e Empresarial e o Sindicato Rural de Ourinhos organizaram na Praça Melo Peixoto um ato favorável, segundo eles, em prol da liberdade de expressão e opinião.

A Praça Mello Peixoto foi tomada completamente pelos manifestantes

 

Desde as 9h00 da manhã o centro da cidade passou a registrar a população ourinhense, que, vestindo verde e amarelo e de bandeiras em punho, saíram de suas casas para manifestar o amor à pátria, defendendo também seu direito de ir e vir.

Seja pelo fechamento do Supremo Tribunal Federal, para que, segundo os manifestantes, o Brasil não vire uma Venezuela, seja por civilidade, honestidade, políticos conscientes, voto impresso, escolas descentes, professores comprometidos, pela família, direito de expressão, ou outras causas, o importante para o povo de todas as idades era mostrar seu posicionamento.

A manifestação aconteceu de forma pacífica

 

A manifestação aconteceu de forma pacífica, e após a chegada da cavalgada, dos caminhoneiros e membros da Igreja Miregra, que participou com sua banda, todos juntos cantaram o Hino Nacional, o Hino de Ourinhos, e fizeram uma oração com o Pastor Júlio da igreja Miregra.

Segundo Robson Martuchi, Presidente da ACE, é o momento do povo demonstrar suas lutas em prol da liberdade de expressão e de ir e vir, para que o Supremo Tribunal Federal comece a respeitar e cumprir as leis da Nossa Constituição.

Pastor Évert Neves, Presidente do CPLO – Conselho de Pastores e Líderes de Ourinhos, Eduardo Luiz Bicudo Ferraro, presidente do SRO – Sindicato Rural de Ourinhos e Robson Martuchi (ao centro com a bandeira aberta), presidente da ACEO – Associação Comercial e Empresarial de Ourinhos

 

“A reivindicação é pelo voto auditável, para que os ministros cumpram a constituição, acabem com esse autoritarismo judiciário e para que nosso presidente tome uma atitude forte com relação a tudo que vem acontecendo no nosso país, nós queremos liberdade de expressão, liberdade de opinião, para livre iniciativa, é para isto que estamos lutando, precisamos colocar as coisas nos seus devidos lugares, contra a corrupção, contra os desmandos do STF e para chamar a atenção do nosso legislativo, senadores e deputados estão muito acomodados”, disse Martuchi.

A manifestação na Praça Mello Peixoto teve carreata e desfile das comitivas de cavaleiros

 

Eduardo Luiz Bicudo Ferraro, o Brigadeiro, presidente do sindicato Rural de Ourinhos, declarou que “O Brasil espera liberdade, que a gente possa crer no nosso Deus, ter a nossa família, que acabe os roubos, os desvios do dinheiro público, que cada poder fique no seu quadrado, que respeite a constituição, não somos contra ninguém, somos a favor do nosso país, queremos que nosso presidente consiga governar, acabar com a corrução que destruiu o nosso país. Venham para a rua, mostrem a sua cara, mostre que você é brasileiro, este é um movimento sadio, por Deus, pela pátria, pela liberdade”.

 

Praça do Seminário também recebeu manifestantes para o ato fora Bolsonaro – Grito dos Excluídos

Organizado pelo movimento Povo na Rua Fora Bolsonaro, uma outra parcela da população compareceu à Praça do Seminário, marcando a luta pela democracia e pelos direitos sociais, e contra o atual governo, o desmonte das políticas públicas e o aumento de preços dos combustíveis e alimentos, contra o desemprego, a fome, além de vacina para todos.

Entre os simpatizantes estavam sindicalistas, professores, alunos, jovens, o universo feminino, masculino, LGBTQIA+, todos unidos pelo mesmo ideal

 

Entre os simpatizantes estavam sindicalistas, professores, alunos, jovens, o universo feminino, masculino, LGBTQIA+, todos unidos pelo mesmo ideal, manifestado através da arte, da alegria, da criatividade, que participaram também de uma campanha de arrecadação de alimentos, que foram entregues no Centro Espírita Caminho da Luz.

Entrevistada pelo Negocião, Roberta Stopa,  co-vereadora pelo Mandato Coletivo ENFRENTE falou dos objetivos da manifestação e da luta pelos direitos da população. “Estamos aqui levantando as pautas em defesa dos direitos da população, contra essas reformas, contra a alta inflação, contra esse governo que não pensa nas pessoas, que não garante direitos, estamos aqui para reafirmar que a gente acredita em direitos, acredita que as pessoas precisam de alimentação, energia, gás, moradia, a gente acredita que as pessoas têm que ter acessos e estes acessos são feitos através de políticas públicas, que o governo atual tem deixado de lado. As políticas públicas estão sendo desmontadas, não estão tendo financiamentos, e nem o olhar necessário. Estamos aqui para defender os direitos da população, do Brasil e por Ourinhos”.

Roberta Stopa, co-vereadora pelo Mandato Coletivo ENFRENTE

 

O Professor Adolar José Raimundo, durante seu pronunciamento incentivou as pessoas a lutarem pelos seus direitos, a não se intimidarem quando se deparar com os vídeos da manifestação na Praça Mello Peixoto lotada. “Não tenhamos medo, tomemos as ruas, porque as ruas sempre foram nossas”, finalizou emocionado o professor.

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