sbado, 24 de outubro de 2020

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Acompanhantes de pacientes da UPA reclamam da infraestrutura do local

Segundo munícipes, no local faltam lençóis e toalhas para os doentes, e acompanhantes são submetidos a condições degradantes

 

Letícia Azevedo

 

Mais uma vez a UPA (Unidade de Pronto Atendimento de Ourinhos) é alvo de reclamações por parte de munícipes. A reportagem recebeu denúncias a respeito da falta de condições de acomodação para acompanhantes.

O Jornal Negocião foi procurado por duas pessoas que se incomodaram após passarem pela instituição. Temendo represálias, os familiares optaram por não se identificar, mas comprovaram através de fotos e filmagens, os relatos feitos.

O neto de um idoso que passou por atendimento na UPA e aguardava a liberação de uma vaga para ser transferido para a Santa Casa de Misericórdia, relatou que acompanhou o avô, por duas noites na Unidade e que sofreu muito com as acomodações da instituição.

 

Cadeira disponibilizada ao acompanhante do paciente

 

Segundo o rapaz, a cadeira plástica oferecida a ele e a outros familiares de pacientes é extremamente desconfortável. “Por lei os idosos devem estar acompanhados, mas é necessário que se ofereça no mínimo condições para que possamos passar a noite, enquanto aguardamos a transferência para o Hospital”.

O reclamante ainda comenta que a situação fica pior no caso de acompanhantes que já têm uma certa idade. “É complicado, tem idosos que são acompanhados pelas esposas, pelos maridos, ou até pelos próprios irmãos. Se é ruim pra nós mais jovens, passar mais de 12 horas sentados em uma cadeira plástica, imagina pra eles. Já que não é possível medir quanto tempo ficaremos na Unidade, é necessário que seja oferecido aos pacientes e familiares o mínimo de conforto para atravessar esse momento delicado”.

O munícipe elogiou o atendimento dos profissionais, mas acredita necessário que medidas sejam tomadas quanto a infra-estrutura do local. “Os profissionais desempenham um bom trabalho, são atenciosos e fazem o seu trabalho de maneira correta. Porém é necessário muito mais do que um bom atendimento para que as coisas funcionem”.

 

O munícipe elogiou o atendimento dos profissionais, mas acredita necessário que medidas sejam tomadas quanto a infraestrutura do local

 

FALTA DE LENÇÓIS

A falta de lençóis e de toalhas de banho na Unidade de Pronto Atendimento também foi denunciada por uma outra munícipe. Segundo a assistente administrativa, que destacou a falta dos materiais para o atendimento da mãe, a família precisou levar de casa lençóis e toalhas.

Ela relatou que o problema aconteceu por diversas vezes e que a situação é humilhante. “Não é que não tinha em nenhum momento lençol, mas algumas vezes, para a troca, não tinha chegado ainda da lavanderia. Acho que a quantidade não é suficiente e, no caso da minha mãe, tinha que trocar várias vezes ao dia, devido a incontinência urinária”.

A mulher ainda contou que por algumas vezes que foi atrás de algum funcionário para solicitar a troca do lençol, foi atendida com rispidez. “Parece que quando pedimos algo estamos incomodando. Eu sei que isso é um direito da minha mãe e eu não abro mão dela ter o mínimo de condições até ser transferida para a Santa Casa”.

OUTRO LADO

O Instituto Pró-Vida, responsável pelo Setor de Comunicação da UPA de Ourinhos se manifestou através de nota e relatou que os enxovais da Unidade são trocados a cada seis meses, sendo que o processo de compras para novos lençóis está em fase de conclusão.

Segundo a nota, a direção da Unidade de Pronto Atendimento está realizando a cotação para a aquisição de 10 novas unidades de cadeiras confortáveis (estilo poltrona) para disponibilizar aos familiares dos pacientes.

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