sbado, 11 de julho de 2020

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Incêndio no Ceasa de Bauru deixa grandes prejuízos a comerciantes

Incêndio ocorrido na terça-feira, 23, atingiu um dos galpões do entreposto. Não houve vítimas

 

Da redação

 

O incêndio de grandes proporções que atingiu um dos galpões do Ceasa de Bauru (SP) na terça-feira, 23, destruiu muitas frutas, verduras e legumes que estavam armazenados no local. Muitos comerciantes que sobrevivem da produção e distribuição dos alimentos ainda contabilizam os prejuízos causados pelo fogo.

“O prejuízo foi grande. A gente tinha uma câmara fria grande para conservar a mercadoria, a gente tem a parte da informática, talões de nota para fazer as entregas de amanhã, pois a gente trabalha como distribuidor e como produtor. Então a gente tem todo esse material que está lá dentro, tudo destruído”, lamenta a comerciante Lucineia Marcato.

 

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o incêndio começou por volta das 13h em uma câmara fria do galpão 3 do entreposto. Esse galpão abriga 30 boxes onde eram comercializados vários tipos de hortifrúti. Lucineia é dona de 7 deles.

A auxiliar administrativa Eliane Fernandes trabalha no balcão ao lado do que pegou fogo e foi até o Ceasa para ver o que foi destruído pelo incêndio. O Ceasa de Bauru existe há mais de 40 anos e abastece várias cidades do centro-oeste paulista.

“Triste demais você chegar e ver uma situação dessa. A nossa vida está aqui dentro. Casa a gente vai só para passear porque é dia e noite, noite e dia, aqui. Então é arrasador”, admite Eliane.

Já o motorista Sérgio Antônio Leitão, que trabalha no local há quase 40 anos, explicou à TV TEM que a construção do Ceasa é antiga e que funcionários já tinham reclamado das condições da fiação. “Isso que aconteceu aqui é coisa que podiam ter trocado, arrumado, e ninguém arrumou”, comenta.

Várias unidades do Corpo de Bombeiros, com cerca de 30 homens, precisaram ser deslocadas para o entreposto de distribuição de hortifrútis.

 

 

Depois de cerca de duas horas de trabalho, por volta das 15h15, os bombeiros informaram que o incêndio estava sob controle e as equipes começaram a entrar no galpão atingido para fazer o rescaldo.

A Polícia Militar foi acionada para ajudar no isolamento da área, que recebeu uma grande quantidade de pessoas que tentavam acompanhar o trabalho dos bombeiros. Ninguém ficou ferido. Segundo o subcomandante do Corpo de Bombeiros, Major Vitor Puato, ainda não é possível precisar a causa do incêndio.

“Nós temos muitas instalações elétricas, que são as principais suspeitas, mas vai ter que passar por perícia para ter uma maior precisão do que aconteceu. Houve uma grande dificuldade, uma grande quantidade de carga de incêndio. Muitas caixas, frutas, eles guardavam alguns pneus e alguns boxes, então demandou muito trabalho”, conta o subcomandante.

Durante o incêndio, uma densa fumaça negra pôde ser vista a quilômetros de distância e foi registrada por moradores. De acordo com os bombeiros, a fumaça preta é decorrente da queima de borracha e colaborou para aumentar a carga do incêndio.

 

Conteúdo G1/Imagens: Fernando Savioli/TV TEM

 

 

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