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quarta, 27 de outubro de 2021

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Retorno das aulas presenciais nas escolas de Ourinhos e região

A difícil reestruturação na busca do “novo normal” com o fantasma da insegurança das novas variantes do coronavírus

 

 

Alexandre Mansinho

 

Escolas de Educação Básica de todo o Brasil enfrentam as dificuldades do retorno gradual às aulas presenciais nas respectivas redes de ensino. Os governos estaduais e municipais estão tomando medidas descentralizadas/locais para a retomada dos trabalhos não remotos nas escolas. No Sudoeste Paulista e no Norte Pioneiro Paranaense nenhuma unidade escolar, quer seja pública ou particular, retomou a normalidade com 100% dos alunos acompanhando aulas na modalidade tradicional, em todos os estabelecimentos há alunos que ainda assistem às aulas de forma remota.

Em Santa Cruz do Rio Pardo/SP, a Secretaria Municipal de Saúde mantém um acompanhamento da situação em todas as escolas. Instituições públicas e privadas são fiscalizadas constantemente por equipes de agentes de saúde, orientam como devem ser tomadas as práticas diárias de convivência e reafirmam os protocolos: nos refeitórios as merendas escolares são embaladas individualmente e, no caso das cantinas, os lanches são encomendados com antecedência e também embalados individualmente. Há a autorização para funcionamento presencial de 100% das turmas, desde que as salas tenham a metragem que comporte a distância mínima de 1,5 metros entre os alunos.

Em Ourinhos/SP os protocolos seguidos têm sido muito semelhantes aos das escolas da região, no entanto há uma diferenciação quanto à forma das aulas presenciais: na rede pública as aulas são diárias, respeitando os protocolos e o distanciamento, na rede pública municipal as aulas são presenciais durante três dias da semana, e remotas nos outros dois dias. A rede estadual tem feito rodízio semanal com os alunos, também respeitando o número máximo de alunos por sala e o distanciamento. Os casos de infecção pelo novo coronavírus que têm sido registrados são “esperados e alvos de procedimentos sanitários específicos” como afirmou um gestor municipal de forma extra-oficial.

 

Aula na rede estadual de Ourinhos

 

O Prof. Sílvio Pereira Júnior, coordenador pedagógico, docente da Educação Básica e especialista em gestão, afirma que esse (re)início tem sido complicado para todos os profissionais envolvidos e para os alunos e suas famílias. Ele relata que os protocolos sanitários devem ser reforçados todos os dias, mesmo que parece muito repetitivo: “estamos insistindo que os procedimentos de desinfecção e distanciamento devem ser seguidos à risca, inclusive quando houver casos confirmados de contaminação por COVID-19 dentro das unidades (…) todos os sistemas já têm um “plano b” para quando houver contaminações confirmadas ou suspeitas”.

 

Professor Silvio Pereira Júnior, em orientação pedagógica/sanitária para grupo de professores do Colégio EBASA Objetivo de Santa Cruz do Rio Pardo

 

Ainda segundo o Prof. Sílvio Pereira, por mais que as instituições tenham se esforçado, houve perdas pedagógicas que deverão ser recuperadas aos poucos: “vejo a necessidade de redobrar o cuidado com a retomada da rotina de estudos dos alunos, é fato que alguns deles “relaxaram” durante as aulas remotas e perderam o ritmo de estudos, para esses a dificuldade será ainda maior (…) além do treinamento nos protocolos sanitários, os professores estão reestruturando as práticas de ensino para poder recuperar conteúdos que ficaram perdidos pelo caminho (…) em todas as unidades escolares vai ser necessário uma avaliação diagnóstica do alunado visando a otimização das sequências didáticas e minimização da defasagem”.

 

Merenda Individual e aula na cidade de Chavantes/SP

 

A Secretaria de Educação de Chavantes/SP atendeu o jornalismo do Negocião via aplicativo de celular e confirmou que a retomada tem sido gradual: “os pais não são obrigados a aceitar, nesse primeiro momento, o trabalho presencial, mas é visível que todos os dias o número de alunos tem aumentado (…) parte desse aumento se deve à confiança que se tem criado com o trabalho de vacinação e da queda do número de novas infecções (…) os pais tem percebido também que as unidades escolares estão preparadas para fazer cumprir as medidas sanitárias, e isso acaba tranqüilizando-os”.

PLANO ‘B’ – De modo geral, em todas as unidades escolares cujos gestores foram ouvidos para essa matéria, as medidas emergenciais para conter um possível surto são parecidas: caso um professor apresente suspeita de contaminação, ele e todos os alunos que tiveram contato com ele nos últimos dias serão, obrigatoriamente, recolocados em sistema remoto de aulas até que haja o exame com resultado negativo – caso o resultado seja positivo, os alunos permanecem em aulas remotas até que haja o complemento de 14 dias sem apresentação de sintomas. Caso a suspeita seja com um aluno, toda a turma que teve contato e os profissionais de educação também respeitarão o procedimento descrito. Por fim, caso seja confirmado mais de um caso, a unidade escolar retorna ao trabalho pelo prazo que as autoridades de saúde recomendarem.

 

CASOS EM OURINHOS – Na última semana, duas escolas em Ourinhos precisaram usar o “Plano B”, por conta da incidência de casos suspeitos de covid entre alunos e professores.

 

Devido a caso de infestação de covid, escola suspendeu aulas presenciais

 

A PEI Esmeralda Soares Ferraz, explicou através de um comunicado, o protocolo seguido diante do caso de infecção por covid de um aluno que frequentou presencialmente a aula na segunda-feira, 16, e sexta-feira, 20.

De acordo com o que orienta a Secretaria Estadual de Educação, toda a turma foi afastada, bem como os professores que estiveram em aula na sala e tiveram contato com o aluno. Todos cumprirão quarentena. Os demais professores transmitirão aulas pelo aplicativo CMSP.

Nesta instituição de ensino houve a opção por suspender todas as aulas presenciais devido ao afastamento dos professores, pois faltaria profissionais para as aulas. Após cumpridos todos os protocolos necessários a escola informará a retomada das aulas.

A ETEC Jacinto Ferreira de Sá, que havia retomado as aulas presenciais em 2 de agosto, também teve sua rotina alterada por casos suspeitos da doença e na terça-feira, 24/8, publicou comunicado, onde afirma que aguarda resultados de exames de dois professores e uma aluna do curso técnico de química.

 

 

 

Enquanto isso, as atividades dos cursos citados estão suspensas, ficando os alunos em atividades remotas por 14 dias ou enquanto não seja liberados os resultados dos exames.

Os professores em condições normais, irão continuar ministrando as aulas remotas, cumprindo seus horários nas dependências e salas de aula na instituição de ensino.

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