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quinta, 05 de agosto de 2021

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ARTIGO – A máquina de morar*

Arquitetura e Pandemia

 

Gustavo Gomes **

 

A pandemia nos trouxe inúmeras restrições, mas também trouxe aprendizados importantes sobre as nossas relações com nossas casas e famílias.

Foi marcante o quanto nossa permanência por mais tempo dentro de casa nos mostrou como os ambientes das habitações precisam de novas adequações aos novos hábitos e necessidades.

Nossas rotinas foram afetadas bruscamente e, certamente, permanecerão assim, mesmo após o controle do coronavírus.

A casa pós-pandemia precisará atender nossas necessidades de trabalho remoto, de estudo de crianças e adolescentes, de lazer interno (incluindo alimentação e encontros), de polivalência dos ambientes, da recepção de hóspedes, de segurança e conforto e, também, dos novos hábitos de higienização adquiridos neste período.

Outros aspectos a serem analisados que, após este tempo de confinamento se destacaram, são o consumo de água e energia. Novas tecnologias para redução destes insumos são fundamentais para a casa do futuro.

Com certeza, essa requalificação das nossas casas refletirá diretamente no nosso bem-estar, mas também acarretará em valorização imobiliária. O que devemos sempre atentar é para o fato de que, por meio de um bom projeto, todo investimento em renovação de nosso imóvel deverá trazer um valor final do imóvel maior do que o valor gasto na reforma. Porém, apenas a partir de um projeto arquitetônico, que seja elaborado com esta consciência de retorno.

Um exemplo: Esta casa, em Ourinhos, foi avaliada em 250 mil reais, antes da reforma, que custou cerca de 80 mil reais. Hoje, ela foi avaliada em mais de 400 mil reais. A reforma incluiu um closet, uma área de lazer e uma segunda garagem coberta, somando mais 43 m² aos 130 m² originais, além da readequação da fachada.

 

 

* A expressão “máquina de morar” é uma citação ao Arquiteto franco-suíço Le Corbusier, para quem a casa deve ser “bonita e confortável, porém lógica, funcional e eficiente, que deve atender às necessidades dos ocupantes”. Um conceito com o qual eu concordo plenamente.

 

** Gustavo Ferreira Martins Gomes, Arquiteto e Urbanista

(14) 99762-8432 – [email protected]

 

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