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sexta, 14 de maio de 2021

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ARTIGO: O último que sair apaga a luz

Por Robson Martuchi, presidente da Associação Comercial e Empresarial de Ourinhos e diretor regional titular da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo)

 

Da redação

 

No jogo de marketing político do governador de São Paulo, trocam-se as nomenclaturas pensadas pelos comunicadores palacianos e a população continua na mesma. Na mesma, não, cada vez pior! De emergencial para fase vermelha, estamos cada vez mais sem leitos, sem oxigênio, sem vacina, sem saúde, mesmo com o radicalismo do fecha tudo. À exceção de Serrana, um modelo programado que não existe em todo o Estado, os municípios padecem frente à Covid-19, e, da mesma forma, morrem empresas, empregos e renda aos montes, sem esperança de que esse quadro vá melhorar tão cedo.

Em Ourinhos, assistimos dia a dia lojas agonizando, despedindo trabalhadores, cortando investimentos, fechando portas. É doído de ver, nos sentimos impotentes com a decisão sobre nossos futuros nas mãos de políticos que parecem colocar outros interesses a frente do bem comum.

 

Robson Martuchi, presidente da ACE e diretor regional titular da FIESP

 

Desde o início da pandemia em 2020 defendemos a adoção dos protocolos de saúde dentro das empresas e pelos cidadãos, o que, com base nos 2 mil testes realizados pela ACE Ourinhos com comerciários, deu resultado, pois somente 10 exames deram resultado positivo para a Covid-19, embora na cidade como um todo os números sejam bem assustadores. Sabendo, portanto, que não é o comércio o foco das contaminações pelo novo coronavírus, também tem sido nossa defesa manter as pessoas sadias no trabalho, produzindo, gerando renda, garantindo empregos, fazendo a roda da economia andar. De outro lado, grupos de risco, pessoas com comorbidades, idosos, em casa.

Já falamos muito, já falamos alto, já nos colocamos à disposição por várias vezes, inclusive com empresários angariando recursos até para a compra de capacetes respiradores, cumprindo uma obrigação do poder público. Porém, nada é mais gritante e alarmante que os índices. Todos os números a favor da doença são os piores da região e todos os números contra o empresário, o trabalhador e suas famílias são igualmente péssimos.

Meu apelo é pelo trabalho, pelo direito do cidadão garantir a comida na mesa em suas casas. Estamos caminhando para um buraco sem saída. Pior, não vejo um movimento eficaz sequer que seja confiável, contra o avanço da doença e a favor da retomada da economia. Nem mesmo a vacinação nos devolve a esperança, porque ora falta, ora caminha a passos de tartaruga, ora tem sua eficácia relativizada.

Vamos trabalhar, minha gente! Vamos trabalhar e deixar trabalhar aqueles que podem e querem. Os cuidados já são amplamente conhecidos, o que falta é devolver aos empreendedores seu direito de exercer sua atividade, com dignidade e respeito.

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