tera, 01 de dezembro de 2020

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Trabalhadores relatam a experiência de continuar seus serviços em casa

Funcionários de Ourinhos e região precisaram continuar suas atividades de modo home office

 

Juliana Neves

 

Diante da paralisação das empresas para conter a proliferação rápida da Covid-19, muitos trabalhadores foram convidados por seus chefes a continuar suas atividades em casa, como alternativa para não interromper o fluxo do serviço, garantindo assim a proteção dos profissionais e os lucros que mantém os salários e sustentam muitas famílias.

A nova experiência de trabalho, chamada Home Office, já era vista como uma tendência por algumas empresas muito antes de se pensar no surgimento de um novo vírus e acabou por oferecer uma nova experiência à empregados e empregadores.

 

MARIÂNGELA BARONE FITTIPALDI – FISIOTERAPEUTA (OURINHOS) – “Trabalho em uma clínica, onde a maioria dos pacientes são idosos. A decisão de fechar as portas por um período foi decidida na tarde da quarta-feira, (18/03), pois ficamos preocupados com os nossos pacientes. Continuo a exercer a minha profissão por vídeo chamadas, nunca havia imaginando supervisionar treinos desta maneira, mas a experiência tem sido boa, além de trabalhar estou aproveitando o tempo para organizar a minha vida”.

Mariângela Barone Fittipaldi 

 

BEATRIZ MARTINS – SECRETARIA (OURINHOS) – “Sou funcionária de um escritório e a decisão veio depois que percebemos que a cidade inteira estava parando e que podíamos fazer a nossa parte ficando em casa, já que nosso trabalho nos proporciona essa opção. Trabalhar em casa requer muita disciplina, foco, pois você tem que cumprir suas obrigações da mesma forma como se estivesse no trabalho normal, mas ainda consigo aproveitar o intervalo entre uma tarefa e outra para fazer algo que geralmente não tenho tempo de fazer”.

Beatriz Martins 

 

MIGUEL JOSÉ DAS NEVES – PROFESSOR UNIVERSITÁRIO (OURINHOS) – “A questão de trabalhar em casa é tranquila, o maior problema é que o aluno que estava acostumado ao ensino presencial tem que se acostumar com as tarefas a distância. Neste tempo, além de me dedicar para as aulas virtuais, aproveito para colocar as séries de TV em dia via WEB, conversar mais sobre o cotidiano e dividir as tarefas da casa. Não temos muita alternativa, prefiro ser um recluso vivo no segundo semestre do que um trabalhador morto em abril ou maio”.

Miguel José das Neves

 

GEOVANA PICOLI NEVES – AUXILIAR ADMINISTRATIVO (CANITAR) – “A decisão veio de forma tranquila com o objetivo de preservar os colaboradores e manter a tranquilidade, foi acordado o esquema de rodízio devido a demanda de trabalho e o suporte necessário para algumas tarefas. Eu acredito que trabalhar em casa é um pouco mais difícil porque requer mais disciplina, afinal você que controla os horários, o ambiente de trabalho, com as distrações e fatores externos. Mesmo em casa durante o horário de trabalho eu só trabalhei, tinha separado algumas demandas para adiantar com as ferramentas que tenho acesso em meu computador”.

Geovana Picoli Neves

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