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sexta, 14 de maio de 2021

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Psicóloga de 26 anos morre em acidente automobilístico na cidade de Assis

A Polícia Civil investiga se o motorista, um dentista de 24 anos, que foi preso em flagrante após o acidente por apresentar sinais de embriaguez, disputava racha na avenida

 

Da redação/Com informações G1

 

Uma psicóloga de 26 anos morreu depois de sofrer um acidente de carro na madrugada na madrugada do sábado (1º), no centro de Assis (SP). O motorista foi preso em flagrante.

Segundo o Corpo de Bombeiros, Maria Flávia Camoleze estava em um veículo que bateu em um prédio de estabelecimento comercial por volta das 2h30 na Travessa Sorocabana.

 

A jovem foi atendida pelo Samu e levada com urgência para o Núcleo de Atendimento Referenciado (NAR), mas não resistiu aos ferimentos. Já o motorista teve ferimentos leves.

Câmeras de segurança flagraram a colisão e a Polícia Civil investiga se o motorista, um dentista de 24 anos, que foi preso em flagrante após o acidente por apresentar sinais de embriaguez, disputava racha na avenida.

De acordo com o delegado seccional de Assis, Ricardo Fracasso, os policiais estão analisando as imagens e vão ouvir testemunhas para apurar as causas da batida. A Polícia Civil tem até 30 dias para concluir o inquérito.

No vídeo feito por uma câmera de segurança é possível ouvir sons de carro acelerando, frenagem e derrapagem (som de “pneu cantando”) antes da batida, o que pode indicar que os motoristas participam de um racha.

 

 

“Serão apuradas todas as demais circunstâncias do ocorrido para confirmar ou não essas informações de que teria ocorrido racha na avenida”, afirma o delegado.

Uma amiga da vítima, que também é psicóloga, contou ao G1 que Maria Flávia estava morando em Assis há alguns meses, dividindo apartamento com outra colega e naquele dia tinha ido a um bar com os amigos, mas a jovem que divide apartamento com ela foi embora mais cedo e Maria Flávia decidiu ir para casa de carona com o dentista.

“O que eu sei é isso, que ela pegou uma carona, mas não era um amigo dela. Ele não fazia parte do nosso círculo de amizades”, comenta.

Thaís também contou que não reconheceu de quem seria o outro carro que aparece no vídeo da câmera de segurança, aparentemente disputando racha com o veículo em que Maria Flávia estava. Para ela, a amiga não pegaria carona com o dentista se soubesse da imprudência.

“Pelo que eu conheço da Maria, ela jamais compactuaria com isso. Ela era muito inocente no quesito amizades, ela fazia amizade muito fácil, criava confiança muito fácil, mas não acredito que ela tenha compactuado com a situação”, conta Thaís.

“Ela jamais entraria nesse carro sabendo que era para tirar racha, eu consigo imaginar o desespero dela dentro desse carro”. O relato é de Thaís Cristina da Silva Zanirato, amiga da psicóloga Maria Flávia Camoleze, que morreu em um acidente de carro na madrugada deste sábado (1º) no centro de Assis (SP).

“Vai ficar um buraco”

Maria Flávia Camoleze, de 26 anos, era filha do provedor da Santa Casa de Cândido Mota. Depois do acidente, a prefeitura e o hospital emitiram notas de pesar pela morte da jovem.

Segundo a amiga, que fez faculdade com a vítima, Maria Flávia era muito querida na cidade, não só pela família e amigos, mas também pelos pacientes que atendia há cerca de um ano.

“Eu fico também pensando neles que vão ficar sem a pessoa que eles confidenciavam, que estava ali toda semana. É uma parte da história deles também que vai ficar com um buraco”, lamenta Thaís.

 

 

A jovem também relatou que Maria Flávia começou a trabalhar como psicóloga depois que superou o luto do ex-namorado, que morreu em 2018. Para ela, morar em Assis e atender os pacientes era uma forma de recomeço.

“A Maria ficou desolada nessa época, foi ao fundo do poço, mas aos poucos ela foi se reerguendo e foi onde, da dor dela, ela começou a trabalhar com a dor dos outros. Então era uma conquista para ela.”

Segundo Thaís, Maria Flávia também tinha se mudado para Assis para atuar como psicóloga porque tinha medo de viajar diariamente para Cândido Mota, cidade onde os pais dela moram.

“É triste que não foi esse trajeto que tirou a vida dela, foi uma carona infeliz”, lamenta a amiga.

Maria Flávia foi enterrada na manhã deste domingo (2) no Cemitério Municipal de Cândido Mota. Já o motorista pagou fiança de sete salários mínimos (R$ 7,7 mil) e será investigado em liberdade.

Ele teve ferimentos leves no acidente e ficou internado em um hospital de Assis sob escolta da Polícia Militar. Após a audiência de custódia ainda no sábado, o jovem também teve que entregar a carteira nacional de habilitação (CNH) e não pode deixar a cidade sem autorização do juiz responsável pelo caso.

 

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