segunda, 9 de março de 2026
Publicado em 20 out 2021 - 14:27:31
Caso aconteceu em 20 de setembro no Jardim São Carlos. Imagens de câmeras instaladas no local permitiram a conclusão das investigações e plociais são acusados de homicídio qualificado
Marcília Estefani
A Polícia Civil de Ourinhos concluiu o inquérito policial que investigava a conduta de dois policiais militares acusados de atirar e matar o foragido da justiça Murilo Henrique Junqueira, na noite de 20 de setembro no Jardim São Carlos.

Segundo o Delegado Seccional da cidade, Dr Antonio José Fernandes Vieira, a versão dada pelos policiais envolvidos, de legítima defesa é incompatível com as imagens e também com os depoimentos que foram colhidos.

“A juntada do laudo pericial das imagens permitiu que a polícia concluísse as investigações nesta etapa inicial, uma vez que no laudo foram identificados 4 clarões provocados pelos disparos de arma de fogo, 3 deles, pelo policial que atira diretamente na vítima e um quarto clarão pelo policial que atira para o alto e nenhum vindo da vítima”, afirma o delegado em entrevista à TV Tem.
Ainda de acordo com Dr Antonio, durante os últimos 30 dias a DIG se empenhou nas investigações e doze pessoas foram ouvidas, incluindo os dois policiais, que foram indiciados por homicídio qualificado.

O inquérito foi relatado com a representação pela conversão de prisão temporária em preventiva, ficando os investigados presos no Presídio Romão Gomes em São Paulo por mais 30 dias, para conclusão dos laudos periciais e oitiva de 2 ou 3 pessoas, que foram requisitadas pelo Ministério Público para esclarecimento de alguns detalhes.
Arma apreendida como se fosse da vítima não aparece nas imagens
Em relação à arma, supostamente utilizada pela vítima, que teria resultado na “legítima defesa” dos policiais, o delegado esclarece que “durante toda a investigação, não foi constatada a retirada do objeto da vítima, tese que “na imagem coletada não se observa a arma no cenário, sendo retirada do corpo da vítima ou apresentada a outro policial. Foi pedido inclusive um exame de DNA na arma e munição que estava dentro do carregador para detectar se há material biológico capaz de esclarecer quem manuseou aquela arma”.
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