sexta, 19 de abril de 2024

MP pede que Policial Militar seja demitida após ser presa transportando entorpecentes

A agente admitiu aos policiais que havia pegado a droga em Cascavel, cidade onde trabalha, com a intenção de levá-la até Londrina

 

Da redação

 

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) solicita a demissão da policial militar Silvia Maria Chastalo, de 33 anos, que foi presa em 22 de agosto deste ano transportando aproximadamente 30 quilos de cocaína escondidos na lanterna traseira de seu veículo, durante uma abordagem na BR-369, em Cambé, no norte do Paraná.

 

Imagem: Reprodução

 

Na ocasião da abordagem, Silvia demonstrou nervosismo, chamando a atenção da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Os agentes, ao verificarem o veículo, notaram que a lanterna traseira esquerda estava solta e, ao tentar recolocá-la no lugar, encontraram 27 tabletes de cocaína, totalizando 29,15 kg.

Ela admitiu aos policiais que havia pego a droga em Cascavel, cidade onde trabalha, com a intenção de levá-la até Londrina. A defesa de Silvia, representada por Thiago Issao Nakagawa, afirmou que “vai provar no processo a realidade dos fatos”.

De acordo com a Polícia Civil, Silvia alegou ser soldado da Polícia Militar do Paraná, lotada em Ibema, no oeste do estado. Além da droga, foi encontrada embaixo do banco do passageiro a sua pistola funcional da polícia.

O Ministério Público argumenta que Silvia deve ser condenada por tráfico de drogas, com apreensão de veículo utilizado no crime, e pede sua exoneração de carga pública. Segundo o MP, a policial agiu de forma consciente e voluntário ao transportar droga enquanto estava em serviço como soldado da Polícia Militar. Além disso, no dia da prisão, ela estava portando seu armamento funcional carregado com 14 munições, um bloco de multas e um frasco de spray de pimenta, todos pertencentes à corporação.

A Polícia Militar do Paraná emitiu uma nota em que lamenta e repudia o ocorrido, ressaltando que ações ilegais cometidas por militares estaduais não refletem os valores e o profissionalismo da corporação.

A denúncia contra Silvia foi aceita pela Justiça, além disso, a agente está sujeita a um processo administrativo da Polícia Militar. Em seu depoimento às autoridades, Silvia admitiu o transporte das drogas e expressou arrependimento por seu envolvimento no crime.

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