sexta, 16 de outubro de 2026
Publicado em 16 out 2026 - 15:20:18
Fraudes identificadas em imóveis de diferentes bairros somam prejuízo superior a R$ 200 mil; um dos investigados teria causado perdas de aproximadamente R$ 150 mil em três anos
Da redação
A Polícia Civil de Ourinhos deflagrou, na quarta-feira (14/10), a Operação Veritas Lux, voltada ao combate ao furto de energia elétrica praticado por grandes consumidores. A ação foi realizada pelo Setor de Investigações Gerais (SIG), em conjunto com a Polícia Científica e a CPFL, e resultou na prisão em flagrante de duas pessoas.
As irregularidades foram identificadas em imóveis localizados nos bairros Jardim Nossa Senhora Aparecida, Vila Santos Dumont, Distrito Industrial Dr. Hélio Silva, Jardim Santa Fé e Vila Santa Maria. Segundo as informações divulgadas sobre a operação, as equipes constataram alterações nos medidores de energia, com inversão das ligações de entrada e saída, impedindo o registro correto do consumo.

Somados, os valores relacionados às fraudes investigadas ultrapassam R$ 200 mil. Um dos envolvidos, descrito como pessoa de elevado poder aquisitivo, é apontado como responsável por aproximadamente R$ 150 mil em energia não registrada ao longo dos últimos três anos.
Outras pessoas investigadas deverão responder a inquérito policial. A apuração prossegue para esclarecer as circunstâncias dos casos e definir as responsabilidades individuais.
Fraude prejudica consumidores e coloca vidas em risco
Além do prejuízo financeiro, o furto de energia pode comprometer a segurança da população. Ligações clandestinas e alterações irregulares nos medidores podem sobrecarregar a rede elétrica, provocar oscilações e interrupções no fornecimento, além de aumentar o risco de curtos-circuitos, incêndios e choques elétricos.
As perdas provocadas pelas fraudes também podem ser parcialmente consideradas na composição das tarifas, conforme as regras do setor elétrico. Dessa forma, consumidores que mantêm suas contas em dia podem acabar onerados por parte dos custos decorrentes das irregularidades.
A prática, popularmente conhecida como “gato”, é crime previsto no Código Penal. A Lei nº 15.397/2026 alterou as penas para o furto simples, que passaram a ser de um a seis anos de reclusão, além de multa. Nos casos em que houver enquadramento como furto qualificado, a pena prevista é de dois a oito anos, além de multa. A classificação jurídica depende das circunstâncias apuradas e da análise das autoridades competentes.
Como denunciar
A CPFL mantém ações de fiscalização para identificar fraudes, com inspeções em campo, análises técnicas e apuração de denúncias, inclusive em operações realizadas com o apoio das forças de segurança.
Somente equipes autorizadas podem realizar intervenções na rede elétrica e nos medidores. Ao identificar uma situação suspeita, a orientação é não se aproximar da instalação nem tentar resolver o problema por conta própria.
As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo telefone 0800 772 2196, pelo aplicativo CPFL Energia ou pelo site http://www.cpfl.com.br/fraude
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