quarta, 17 de abril de 2024

Ourinhense perde mais de R$ 4 mil em golpe através de postagem no Instagram

Um outro caso foi registrado no mesmo dia, em que um homem teve prejuízo de R$ 720,00 ao tentar comprar um celular

 

Marcília Estefani

 

Embora muito se fale e se alerte a respeito de golpes e estelionatos praticados pelas redes sociais e aplicativos de conversa, não se passa uma semana sem que pessoas lesadas registrem ocorrências na Central de Polícia Judiciária de Ourinhos.

Na quinta-feira, 27/1, dois boletins foram registrados, sendo que em um deles, uma mulher perdeu R$ 4.191,00 e em outro, um homem teve um prejuízo de R$ 720,00. Os dois casos, ainda que de modus operandi diferentes, trazem em comum a característica de serem aplicados utilizando-se das redes sociais, além de chamarem atenção por serem uma forma de “ganhar ou economizar dinheiro de forma fácil”.

GRANDE PREJUÍZO – Conforme registrado na Central de Polícia Judiciária, uma moradora do Jardim Eldorado, de 24 anos, observou que uma pessoa de seu círculo de amizades fez uma postagem stories do Instagram, sobre uma forma de investimento via pix, que lhe rendeu uma quantia de R$ 3.000, e que na postagem havia marcado um outro perfil – @naty_cripto.

Através do perfil mencionado, a vítima manteve contato com Natália Laurent, que se apresentou como representante de uma empresa de rendimentos em mineração de criptomoedas, e que o investimento anunciado tinha uma rentabilidade de 100% de lucro imediato, enviando inclusive, uma tabela demonstrativa de valores com lucros, onde ela poderia fazer um pix de R$ 500,00 e ter um retorno de R$ 1.000,00.

Por confiar na postagem feita pela amiga, a vítima também realizou o pix de R$ 500,00 para uma conta do Santander, em nome de Anne Karoline Andrade Gomes, momento em que a criminosa disse que a investidora poderia se tornar uma cliente Platinum e que sua rentabilidade seria maior que 100% se fizesse um outro pix R$ 1.000, totalizando assim R$ 1.500 de investimento, o que lhe traria um retorno de R$ 5.980.

Após efetuar a transferência de mais R$ 1.000 para a mesma titularidade a moça ficou aguardando a liberação do dinheiro, porém foi informada que seria necessária uma validação e por isso, teria que entrar em contato com um suposto suporte via WhatsApp através do número (11) 98552-5768 sendo informada que teria que baixar o aplicativo para realizar a validação. Em seguida, foi informada que não seria possível o recebimento, pois a vítima teria uma liberação de crédito e que teria que fazer um empréstimo desse crédito e resgatar, para que pudessem pagar o valor, porém não poderia ter saldo na conta, orientada a fazer um PIX do valor que estava em sua conta, sendo R$ 2.691,20.

Após a realização do 3º pix a vítima desconfiou da transação e entrou em contato com sua colega de trabalho, a mesma que realizou a postagem no stories, sendo informada que sua conta do Instagram havia sido hackeada.

Diante de todos os fatos e do prejuízo, a jovem resolveu registrar o boletim de ocorrência.

 

OUTRO CASO – O outro registro foi feito por um homem, que relata no boletim de ocorrência, que através de seu Instagram, contactou uma empresa estabelecida em Porecatu/PR, para a compra de um aparelho celular no valor de R$ 2.900, com taxa de frete de R$ 40,50, combinando o pagamento através de pix endereçado à Deyse Ferreira Celestrino, no valor de R$ 720,00 + frete, com parcelamento do restante em 10 vezes por boleto bancário.

Após realizado o procedimento combinado, a filha da vítima localizou um alerta de golpe nas redes sociais, possivelmente postado pela empresa, onde relata que havia um perfil fake criado com seus dados, para aplicação de golpes.

A vítima tentou contato com a empresa, porém não foi atendida, perdendo totalmente o contato, motivo pelo qual juntou os prints das conversas e o comprovante do pagamento e compareceu `CPJ para o registro dos fatos.

 

ESTATÍSTICAS – Segundo levantamento realizado pelo Negocião, junto à CPJ de Ourinhos, cerca de 55 boletins são registrados por mês referente a golpes e estelionatos, sem contar os casos que não são registrados por vítimas que se sentem envergonhadas por caírem em golpes muito suspeitos ou por falta de informações.

 

 

 

 

 

 

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